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Presidente dos Bombeiros de Mortágua pediu a demissão

Edição de 5 de abril de 2019
05-04-2019
 

O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mortágua demitiu-se. Hugo Fonseca, tal como o Jornal do Centro adiantou na última edição, está a ser investigado por suspeitas de transferências e pagamentos através de dinheiro de uma conta bancária da instituição sem conhecimento da direção.

Em comunicado, a Associação Humanitária informou que recebeu uma carta com o pedido de demissão e que, tendo os seus corpos sociais detetado a existência de fortes indícios de movimentos financeiros irregulares numa conta da Associação, procedeu “em conformidade com a lei e entregou no Ministério Público uma participação crime contra pessoa certa e identificada para averiguação e investigação, a fim de se apurar a verdade dos factos”.

A Associação disse ainda que irá proceder, conforme os estatutos, dentro de dias à nomeação de um novo presidente.

Hugo Fonseca, na carta enviada à Associação, invocou “graves problemas pessoais” para pedir a demissão do cargo que exerceu ao longo de quase duas décadas. Era também, em simultâneo, Técnico Oficial de Contas (TOC) da instituição por ser um dos coproprietários da empresa de contabilidade “Números à Solta” que assegurava os serviços contabilísticos desta Associação Humanitária de Bombeiros.

Uma fonte junto da investigação assumiu que existe “uma averiguação rigorosa e detalhada relacionada com supostas movimentações ilícitas de verbas elevadas, que podem ultrapassar os 100 mil euros, depositadas numa conta fechada que só podia ser movimentada por elementos afetos à direção”.

A investigação, ainda em curso, está relacionada com o facto de “as verbas da referida conta bancária daquela instituição humanitária terem sido movimentadas sem o conhecimento dos resta ntes elementos e sem qualquer suporte documental contabilístico que justifique a execução das referidas transações financeiras”.

As alegadas suspeitas e agora a demissão de Hugo Fonseca têm sido o tema nos últimos dias naquela vila. Mas, no seio da corporação, o que se pede é “serenidade”. “Não queremos que o nosso trabalho diário e o respeito que a população tem por nós sejam afetados”, apelam os bombeiros.





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