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Sede da Filarmónica "mete água"

27-07-2019
 

A sede da Filarmónica de Mortágua, situada em pleno centro da vila, encontra-se em adiantado estado de degradação e os elementos da banda estão “sem condições” para poderem “ensaiar e preparar espetáculos” e para formar jovens executantes. A filarmónica está instalada num edifício pré-fabricado em madeira, construído há 23 anos, e onde inicialmente era para ser instalado o Posto de Turismo. O imóvel encontra-se cheio de buracos, com infiltrações, e a humidade é uma constante. Por isso, não tem as condições acústicas e térmicas para os músicos poderem ensaiar e preparar os concertos. Atualmente, a Filarmónica de Mortágua é constituída por 23 elementos e há cerca de dois anos tinham 63.
“Assistimos a uma debandada e perdemos 40 músicos, por falta de motivação”, explica o vice-presidente da coletividade. Apesar desta redução do número de praticantes, a instituição conseguiu manter em atividade a Escola de Música, que continua com muito dinamismo, “devido à resiliência de 30 jovens executantes, com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos”. “São eles que mantêm viva a chama desta coletividade”, assegura João Fonseca. Na opinião do dirigente, a Filarmónica, com 123 anos de atividade, “corre o risco de desaparecer a longo prazo”, caso não mude de casa. Por causa da falta de condições, os músicos da formação principal da banda já não ensaiam na velha sede. Como alternativa, a Câmara Municipal cedeu um espaço para ensaios no Centro de Animação Cultural, que também serve de Sala de Cinema e de local de ensaio de outros grupos culturais do concelho, como são os casos de um grupo coral e do Teatro Experimental
de Mortágua. Uma outra alternativa sugerida foi o Auditório/Salão do Centro Paroquial, mas que nem sempre está livre, porque também ali funcionam diversas atividades lúdicas e culturais, bem como a catequese semanal, entre outras manifestações culturais e religiosas que condicionam a atividade que os músicos ali pretendem realizar. Segundo João Fonseca, o presidente da Câmara “prometeu ceder o terreno circundante e envolvente à atual sede para começar a construir de raiz um novo edifício”. As obras irão custar mais de 200 mil euros. O presidente da autarquia, Júlio Norte, desvaloriza “o dramatismo” e diz que “continua à espera de uma proposta por parte da direção da banda para resolver” o problema. “Ficaram de apresentar um estudo prévio ou projeto de arquitetura para avançar com o projeto da nova sede e até ao momento ainda ninguém tomou qualquer iniciativa para apresentar o que quer que seja para encontrar uma solução”, lamenta o autarca.





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