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Adiado de novo o prazo de execução da nova ETAR de Nelas

Edição de 6 de setembro de 2019
07-09-2019
 

Mais uma vez, na última Reunião da Câmara de Nelas, o presidente Borges da Silva voltou a solicitar a prorrogação do prazo de execução da construção da ETAR de Nelas III. Este é o quarto pedido de adiamento da construção deste equipamento que deveria estra concluído no verão de 2018.

A oposição (PSD e CDS-PP), que votou contra, pediu esclarecimentos, questionando se em causa não estará o “incumprimento do plano de pagamentos” aos empreiteiros.

A resposta dada por Borges da Silva foi a de que “todos os pagamentos se encontram devidamente regularizados e em dia e que a taxa de execução das obras está na ordem dos 80 por cento, sendo esta também a percentagem de pagamento efetuado da totalidade do valor contratualizado para as empreitadas”.

Ainda assim, os vereadores da oposição acham que “os evidentes constrangimentos financeiros da Câmara, assumidos pelo próprio presidente, e o facto dessa afirmação não se encontrar refletida na leitura que habitualmente fazemos da relação dos pagamentos mensais da autarquia, à qual se junta a informação que fomos recolhendo e a resposta dada é, no mínimo, surpreendente”.

Segundo o vereador do PSD, Joaquim Amaral, “é claro que a autarquia não fez bem o papel que lhe competia no acompanhamento dos trabalhos, nem tão pouco diligenciou os necessários esforços junto aos empreiteiros para a necessidade de reforçar os recursos afetos às empreitadas no sentido que as obras fossem concluídas após as primeiras dilações”. O social democrata foi mais longe e afirmou que a Câmara de Nelas “não tem disponibilidade financeira para pagar os trabalhos”. “Por outro lado, assim evita, mais uma vez, o início do funcionamento das ETAR’s e os custos associados, que sabe não ter condições para suportar, além de que, ao ir prolongando a sua conclusão, fica no seu entendimento, mais perto da memória eleitoral das populações”.

Joaquim Amaral acrescentou que votou “contra interesses políticos que se sobrepõem aos coletivos e ao bem-estar das populações. Não podemos assistir a sucessivas prorrogações sem que nada se possa fazer”.





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