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Câmara de Nelas chumba perdão de 200 mil euros de rendas em atraso

Edição de 19 de julho de 2019
20-07-2019
 

As Termas da Felgueira solicitaram à Câmara Municipal de Nelas que fosse perdoada a dívida de 200 mil euros referente a rendas em atraso desde 2010. O pedido foi apresentado depois de ter ficado provado em tribunal que a estância termal é mesmo propriedade da autarquia.

O pedido de perdão foi chumbado por unanimidade na última reunião do executivo de Nelas, que se prolongou por dois dias (10 e 16 de julho). Falta agora definir a forma como esse pagamento vai ser efetuado. Nas duas sessões foram apresentadas várias soluções, mas nenhuma foi aprovada.

Uma das hipóteses era que o pagamento fosse feito à troca de “serviços e tratamentos à população do concelho”. A segunda seria no sentido de perdoar metade do valor em dívida.

Como nada foi aprovado, o presidente da Câmara foi desafiado pela oposição com a maior brevidade possível, a apresentar uma proposta de pagamento com vista a encontrar uma solução mais vantajosa para ambas as partes.

O presidente da Câmara, Borges da Silva, mostrou-se preocupado com a sustentabilidade financeira das termas, temendo que esta dívida, superior a 200 mil euros, colocasse “em causa a continuidade da estância balnear e, ainda, 80 postos de trabalho que atualmente assegura”.

A primeira parte da reunião (10 de julho) acabou por ser interrompida após uma violenta discussão, com insultos e ameaças à mistura, entre Borges da Silva e o vereador do CDS/PP. Manuel Marques chamou “pulha político” ao presidente da Câmara.

Estância termal tem mais de 200 anos

Foi no início do século XIX que as águas termais das Caldas da Felgueira começaram a ser aplicadas no tratamento de doentes que sofriam de doenças da pele. Depois de feitas algumas análises à qualidade das águas, estas foram reconhecidas na Exposição Universal de Paris de 1867, sendo comprovado que, para além das maleitas da pele, as mesmas beneficiavam a cura de doenças musculares, do aparelho respiratório e do aparelho circulatório.

Em 1882 foi constituída a Companhia das Águas Medicinais da Felgueira (CAMF), para a exploração do local, datando de 1883 as primeiras plantas do projeto do Balneário, assinada pelo arquiteto Rodrigo Maria Berquó.

Em 1995, foram feitas obras de remodelação para que o espaço original do Balneário pudesse ser ampliado e adaptado a novas tecnologias, mantendo apenas as fachadas exteriores e respetiva fenestração. O imóvel foi classificado como de interesse municipal o ano passado. 





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