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Coordenadora financeira da Câmara foi destituída por Borges da Silva

Nelas, destituição, Borges da Silva, Economia e Finanças, documentos
07-10-2018
 

Chefe do departamento de economia e finanças terá sido afastada por se ter recusado a assinar documentos que não cumpriam requisitos administrativos

A coordenadora do Departamento Administrativo e Financeiro da Câmara Municipal de Nelas, Célia Tavares, que estava há quase 30 anos no cargo, foi destituída dessas funções pelo presidente da Câmara. O caso foi levado à última reunião do executivo (27 de setembro) pela oposição.
Borges da Silva terá acusado a funcionária de ignorar e desrespeitar as suas ordens ao recusar-se a assinar documentos administrativos, que segundo o vereador do CDS-PP no município, Manuel Marques, “não cumprem com determinadas formalidades e requisitos legais da Administração Local e algumas diretrizes consignadas pela própria legislação em vigor”.
“Célia Tavares terá solicitado ao presidente da Câmara, que lhe fizesse chegar por escrito todas as ordens por si determinadas e devidamente rubricadas, para, com isso, salvaguardar a sua honorabilidade em qualquer processo que pudesse estar em desconformidade com a lei”, sublinhou o vereador Manuel Marques, classificando esta situação como “inacreditável”.
Já para o vereador do PSD de Nelas, Joaquim Amaral, a destituição de funções da trabalhadora “é muito grave” e motivo de “repúdio”. “Célia Tavares é uma profissional competentíssima, de uma seriedade e profissionalismo inatacáveis, como bem o atesta o facto de exercer estas funções há muitos anos, em diversos mandatos, com diferentes executivos e forças políticas, sempre com o mesmo rigor, que lhe conferia ser o garante do cumprimento escrupuloso da lei na gestão financeira da autarquia. Atributos por todos reconhecidos, inclusive pelo atual presidente de Câmara”, disse. Joaquim Amaral não compreende o afastamento desta funcionária “num momento delicadíssimo e extraordinariamente preocupante da atual situação financeira da autarquia, com um patamar de endividamento sem precedentes na história do município”. A oposição questionou na reunião do executivo o presidente da Câmara sobre esta destituição de funções de Célia Tavares, mas Borges da Silva foi curto nas explicações. Disse apenas que o afastamento se deve a uma reformulação do departamento administrativo-financeiro do município.





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