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Mais despedimentos na Covercar

Edição de 9 de agosto de 2019
10-08-2019
 

Os despedimentos que foram feitos na Covercar, empresa de Nelas, podem colocar em causa o protocolo que foi assumido com o Estado e com a autarquia. Segundo alguns dos funcionários que ainda ali trabalham, a empresa, que tem como principal atividade a confeção de artigos têxteis para automóveis – estofos e forras interiores, está reduzida a pouco mais de três dezenas de operárias (costureiras) desde o passado dia 15 de junho.

No protocolo, que foi assinado a 19 de junho de 2015, está definido que a Covercar pretendia levar a cabo a construção de um pavilhão com cerca de 4000 metros quadrados de área coberta, aí passando a prestar trabalho, no futuro, entre 80 a 100 pessoas. Atualmente, são menos de 30.

O investimento global nesta unidade industrial construída de raíz foi de 3,2 milhões de euros, mais meio milhão que a Câmara Municipal de Nelas disponibilizou para suportar as obras de terraplangens e infraestruturação do terreno. A empresa acabou por ser inaugurada a 3 de maio de 2017, pelo antigo ministro das Infraestruturas, Pedro Marques.

As últimas costureiras despedidas acabaram por contactar o advogado e vereador do CDS-PP de Nelas, Manuel Marques, a quem pediram ajuda no sentido de esclarecer algumas dúvidas e situações que, dizem, estão a “asfixiar” as restantes colaboradoras, “deixando-lhes um futuro cada vez mais incerto”.

“O que me foi reportado por parte das duas funcionárias da Covercar é que, neste momento, a empresa espanhola, instalada na Zona Industrial da Ribeirinha (Canas de Senhorim), conta apenas com 36 trabalhadores efetivos e mais 13 contratados a prazo, que a muito curto prazo deverão, na sua quase totalidade, abandonar a empresa”, esclareceu Manuel Marques.

Já algumas das ex-funcionárias relataram que “chegaram a estar a trabalhar cerca de 160 contratados a prazo, que foram saindo. Só no passado dia 15 de junho deste ano sairam da Covercar cerca de 20 operárias, por cessação dos contratos, que a empresa não quis renovar”.

A advogada da empresa já tinha transmitido que “devido a uma grande baixa de produção, durante o mês de julho, as funcionárias foram dispensadas de trabalhar às sextas-feiras, pois a fábrica está a produzir apenas para stock e num volume considerável”.

Covercar na reunião de Câmara

Toda esta história foi dada a conhecer e discutida em mais do que uma das reuniões de Câmara de Nelas, onde o ambiente voltou a conhecer alguns momentos mais exaltados entre o vereador do CDS-PP e o presidente Borges da Silva.

“Sei que neste momento a empresa tem apenas 30 trabalhadores e vai acabar por provavelmente se extinguir”, afirmou Manuel Marques, questionando o autarca sobre “o que pretende fazer relativamente aos incentivos que deu à empresa, nomeadamente, pelos postos de trabalho criados, que exigia a manutenção de um número mínimo de 80 trabalhadores”.

Borges da Silva respondeu que em relação ao protocolo assinado a informação que tem é a de que a empresa mantém.





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