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Nelas: Casal de espanhóis andou a burlar hotéis

Edição de 28 de dezembro de 2018
01-01-2019
 

O Grande Hotel da Felgueira e as Casas do Lupo (Lapa do Lobo), no concelho de Nelas, e o Aqua Village Hotel, no concelho vizinho de Oliveira do Hospital, estão entre as unidades hoteleiras que foram alvo da ação dos burlões, identificados pela GNR, como sendo de nacionalidade espanhola.

O casal dava entrada nas unidades hoteleiras, dizia que ficava até vésperas do Natal e que estava na região por motivos de trabalho. A história era ainda “pintada” com uma avaria de uma carrinha no IC12 que teve de ser enviada para uma oficina para compor e na qual estavam os documentos, razão pela qual só poderia pagar a estadia quando fizesse o “check out”. Acontece que depois de passar algumas noites nos hotéis ou em outras unidades de alojamento, o casal desaparecia durante a noite sem pagar.

A denúncia da burla nas Casas do Lupo foi feita pela coordenadora desta unidade de turismo rural, Joana Martins. Ao Jornal do Centro, contou que no passado dia 13 de dezembro o casal ficou alojado por algum tempo. Adiantou ainda que os burlões “não traziam bagagem”, diziam apenas que a mesma tinha ficado na carrinha, “junto com a identificação da senhora e tendo ele apresentado o seu cartão de identificação, já caducado, desde junho passado”.

Tendo em conta a “situação”, acabaram por ser alojados nesta unidade, “por um preço inferior ao praticado”, pois diziam que a empresa não podia pagar mais do que aquele valor e se assim fosse poderiam vir a ficar uma semana, caso contrário ficariam apenas um ou dois dias”.

O casal espanhol acabou por prolongar a sua estadia até ao final da semana passada (sexta-feira, 21 de dezembro).

Como se tratava de um número considerável de noites, na segunda-feira, dia 17, um dos funcionários da receção das Casas do Lupo solicitou o pagamento das quatro noites já passadas e o restante no check-out.

O pedido não foi bem aceite, porque, para o casal espanhol, “o que tinha sido combinado é que a conta seria toda liquidada no final da estadia, mas que o poderiam fazer no dia seguinte, quando lhes viessem entregar a carrinha, onde dizem ter deixado o dinheiro com que pretendiam efetuar o pagamento desse valor”.

O caso começou a levantar suspeitas e a coordenadora decidiu então saber se havia algum caso semelhante. Deu conta que a situação já tinha chegado também aos serviços do Turismo do Centro de Portugal.

Ao receber uma comunicação sobre a confirmação de que se tratava, efetivamente, de um casal de burlões, que fazem deste tipo de crime o seu modo de vida, uma vez que têm vindo a burlar unidades hoteleiras, e não só, já há bastante tempo, Joana Martins decidiu chamar a GNR que foi ao local para identificar os “turistas”.

A responsável pelas Casas do Lupo de Turismo Rural revelou ao Jornal do Centro que “os proprietários vão apresentar queixa formal junto das autoridades competentes para que o caso seja devidamente investigado e punido”.





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