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Nelas: De chefe de gabinete a assessor com o pelouro da Educação

Edição de 9 de novembro de 2018
09-11-2018
 

Luís Pinheiro que foi anunciado como chefe de gabinete do presidente da Câmara de Nelas, passou afinal a ser “assessor ou adjunto” para as Áreas da Educação, Ação Social e Empreendedorismo. O presidente da Junta de Canas de Senhorim e rosto da luta pela elevação da freguesia a concelho de Nelas, continua a ser funcionário do Ministério da Educação, a quem foi requisitado por um ano, para ser o “braço direito” de Borges da Silva. O motivo para esta decisão, segundo o presidente da Câmara de Nelas, está diretamente relacionado com questões de ordem salarial.Luís Pinheiro que, como clarificou Borges da Silva, “vem “requisitado”, pelo período de um ano, ao Ministério da Educação, “onde é professor do quadro”, e onde tem uma remuneração bruta “ligeiramente superior à de chefe de gabinete do presidente da Câmara”, ou seja, cerca de “2 700 euros ilíquidos”, quando o chefe de gabinete “se situa em cerca de 2 400 euros ilíquidos”. A “explicação”, foi dada pelo próprio presidente socialista da Câmara de Nelas, durante a última reunião do executivo (a 31 de outubro). Borges da Silva garante que, “não vai haver qualquer aumento de “despesa com pessoal político, afeto ao presidente da Câmara”. São cerca de 240 mil euros que “não irá aumentar”, dado que “sai um vereador em permanência e entra Luís Pinheiro”.

Manuel Marques volta a exigir a demissão do presidente

O vereador do CDS-PP, Manuel Marques, por seu turno, afirmou “entender agora porque é que Luís Pinheiro não foi nomeado chefe de gabinete – para não perder qualquer valor no seu salário”. “Sendo requisitado é pago pelo valor que auferia na instituição de origem”, sustentou, acusando Borges da Silva de fazer “uma grande artimanha”, que deverá ser assumida pelo presidente da Câmara “junto das populações”.

Manuel Marques reiterou que “dadas as circunstâncias e as contínuas mentiras que o senhor presidente vai dizendo ao povo, não lhe resta outra alternativa senão demitir-se”.

Joaquim Amaral, vereador do PSD, já tinha afirmado antes que esta nomeação iria “onerar” ainda mais o orçamento municipal, aumentando a “corte política do presidente da Câmara”, quando “existem, a nosso ver, muitas outras prioridades, como obras diversas, que ficam assim sem meios para poderem ser concretizadas”.





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