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Oposição receia "colapso" financeiro da autarquia de Nelas

Edição de 12 de abril de 2019
12-04-2019
 

A situação financeira da Câmara de Nelas está a preocupar a oposição que receia que a autarquia entre em colapso dentro de poucos meses. Falam em atrasos nos pagamentos a fornecedores e aumento da dívida. O cancelamento do Rali Vinho do Dão que anualmente se realizava em Nelas foi, segundo os vereadores do CDS e do PSD, a “prova” de que não há dinheiro. Manuel Marques, do CDS, chama ainda a atenção para a situação “dramática” que, afirma, vai ser “pior” em 2020 quando “cair o pagamento do empréstimo de quatro milhões de euros que a Câmara contraiu”.

“Não se paga a fornecedores há mais de cinco meses, aumentou-se a dívida do Município em milhões de euros, não se pagam os subsídios deliberados, não se paga a tempo e horas a água, resíduos sólidos urbanos e à EDP e até a alimentação para as criancinhas da escola”, acusa o vereador. “Faliu o município”, sustenta. Também o vereador do PSD, Joaquim Amaral, fala em “apertos da tesouraria”. “O cancelamento do Rali é revelador da falta de planeamento e de orientação estratégica que marcam este executivo”, começa por dizer, acrescentando ser a favor do cancelamento, porquanto “há outros coisas prioritárias”.

“Não se podem protelar as obras de requalificação dos parques infantis e seniores do concelho, com dotação orçamental apontada de 50 mil euros, com empréstimo contratualizado, e estarem as mesmas por fazer vai para cerca de ano e meio. Não podem os Bombeiros de Canas de Senhorim e de Nelas estarem sem receber o subsídio complementar que todos os anos lhes era atribuído, ou associações, protocolos ou prestadores de serviços sem terem as suas situações regularizadas e estarmos a gerar mais despesa”, esclarece o social-democrata.

Segundo Joaquim Amaral, a decisão da autarquia de agora suspender o rali peca por tardia. “Já existem custos associados à organização do evento que foram desbaratados, mas ainda seriam muito maiores se o evento fosse realizado. Poderia e deveria ter sido o assunto levado a reunião de câmara antes da sua divulgação pública. Deveria, de igual modo, o executivo ter ponderado bem a sua delicada situação de tesouraria antes de ter avançado com o propósito da sua realização”, conclui.

Não foi possível falar com o presidente da Câmara de Nelas.





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