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Água do Caramulo com novo dono

Edição de 16 de agosto de 2019
16-08-2019
 

A venda da fábrica da Água do Caramulo, em Varzielas, no concelho de Oliveira de Frades, encontra-se “fechada”. Segundo apurou o Jornal do Centro junto de fontes ligadas ao processo, “o negócio está concluído”. “Está tudo preto no branco, só falta assinar”, avançaram, sem relevar os valores envolvidos nas negociações.

Na corrida pela empresa estavam quatro investidores, nesta reta final, e o que ficou com a unidade já estará ligado ao ramo das águas engarrafadas. “Está tudo no segredo dos deuses”, disse um habitante de Varzielas, manifestando esperança de que a fábrica reabra portas muito em breve.

Contactado pelo Jornal do Centro, o grupo Super Bock, proprietário da Água do Caramulo, não se quis “descoser” quanto ao negócio. Adiantou apenas que a “possibilidade de venda da unidade mantém-se como uma oportunidade que até ao momento não se efetivou”. “A confirmar-se um interesse efetivo por parte de alguma entidade, o Super Bock Group mantém-se disponível para avaliar propostas nesse sentido”, concluiu. A empresa fechou portas há cerca de meio ano (28 de fevereiro), atirando para o desemprego mais de duas dezenas de pessoas, muitas com largos anos de casa. Apenas uma pequena minoria decidiu aderir ao plano de mobilidade aberto pela companhia.

Na altura em que comunicou a decisão de encerramento, no início de 2019, o grupo Super Bock justificou o fecho da unidade em “resultado da quebra significativa de volumes ao longo dos anos considerando a baixa procura pela marca nos mercados externos e interno, consequência do segmento das águas lisas ser altamente comoditizado e competitivo em marcas próprias e de distribuição”. A companhia salientou ainda “a tendência de queda de volumes da marca ao longo desta década - na ordem dos 50 por cento”.

A notícia do fecho da fábrica caiu que nem “uma bomba” na serra, mas o desânimo não durou muito tempo, pois mal se soube do encerramento da empresa, começaram a surgir empresários e investidores interessados em reabrir a unidade.

Na zona do Caramulo, mais concretamente nos concelhos de Oliveira de Frades, mas também de Tondela e de Vouzela, de onde eram naturais os funcionários da fábrica, todos acreditavam e continuam a defender que a empresa tem solução. Recordam que para além da “marca Caramulo”, em causa está o fim daquela que descrevem como “a melhor água do mundo”. O encerramento da fábrica levou também alguns partidos políticos, como o CDS, o PCP e o Bloco de Esquerda, a questionar o governo.





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