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Centro Social de S. João da Serra precisa de mais apoios do Estado

Edição de 4 de janeiro de 2019
05-01-2019
 

O Centro Social e Paroquial de S. João da Serra, em Oliveira de Frades, poderá ver aumentado os acordos com a Segurança Social (SS) já este ano. A revelação foi feita pelo presidente da Câmara Municipal depois de uma reunião de trabalho com a diretora Distrital da SS, onde a responsável se comprometeu a duplicar os protocolos com a instituição social, que apoia 30 pessoas, mas tem financiamento somente para oito. A falta de apoios estatais está a “sufocar” financeiramente a organização que vive em “deficit” à semelhança de outras estruturas do género na região e no país.

Para ajudar o Centro, o município aprovou na última reunião do executivo um subsídio de 7 mil euros. E foi na discussão desse mesmo ponto que o presidente da Câmara, Paulo Ferreira, disse que a instituição social, pelo que lhe foi avançado pela diretora da SS de Viseu, poderá candidatar-se este ano para “aumentar para 16 o número de beneficiários”.

“Acordos consentâneos com as pessoas” ajudadas

O Centro Social e Paroquial de S. João da Serra abriu portas em 2015 e tem como respostas sociais as valências de Centro de Dia e Apoio Domiciliário. Desde que entrou em funcionamento, não viu alterado o número de acordos com a SS. Contactado pelo Jornal do Centro, o presidente da organização, o padre Cristóvão Cunha, manifestou-se agradado com a abertura do Estado para reforçar os protocolos com a instituição, mas sublinhou é preciso ainda mais, isto é, que os “acordos sejam consentâneos com as [30] pessoas” que são apoiadas. “Temos o mesmo apoio vai para quatro anos e temos que fazer dia após dia das tripas coração para conseguirmos continuar a trabalhar”, disse.

Na opinião do sacerdote, as entidades estatais não deviam olhar “só para os números”, reclamando um olhar diferente para as instituições e localidades do interior do país. “Um Centro Social num lugar como S. João da Serra significa qualidade de vida para as pessoas e um descanso para as famílias [dos idosos, por exemplo, que muitas vezes estão no estrangeiro]”, defendeu.

Instituição de portas abertas

O padre Cristóvão Cunha contou ainda que naquela que é umas das freguesias mais pequenas do concelho de Oliveira de Frades pelo menos uma dezena de pessoas, que não é utente do Centro de Dia, acaba por lá passar grande parte das tardes para não estar sozinha em casa, mas também porque a instituição é mais quente do que as suas habitações.

“S. João da Serra é uma paróquia bastante envelhecida e desde que o Centro Social abriu, sempre vinquei que aquela é uma casa de todos e por isso o terço em vez de se rezar na Igreja é rezado ali. Depois passam-se uns filmes portugueses antigos e a casa está sempre cheia”, revelou o sacerdote.





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