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Lucros da Martifer caem 80 por cento

Edição de 26 de abril de 2019
28-04-2019
 

O grupo Martifer, sediado em Oliveira de Frades, fechou o ano de 2018 com um lucro de 1,3 milhões de euros, o que representa uma quebra de 80 por cento em relação ao ano anterior, altura em que a empresa agora comandada por Pedro Duarte registou um resultado positivo de 6,5 milhões de euros. É o segundo ano consecutivo de ganhos, após sete anos a acumular prejuízos.

De acordo com a companhia, os lucros caíram porque o ano passado não entrou nas contas da Martifer nenhum “resultado extraordinário”, como aconteceu em 2017, ano em que foi vendido um parque eólico.

No comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa destaca no relatório de contas de 2018 os proveitos operacionais que “atingiram os 217,4 milhões de euros”, o que se traduz numa subida de 17 por cento em relação ao período homólogo. Dos 217 milhões de ganhos registados este ano, 125,7 milhões correspondem ao setor da construção metálica, 82, 2 milhões são provenientes da indústria naval e 14,1 milhões das energias renováveis.

A Martifer vinca ainda “a melhoria significativa do desempenho operacional”, com o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) “a atingir os 15,2 milhões de euros, o que representa um crescimento de 79 por cento face ao período homólogo”.

A empresa destaca também no relatório de contas de 2018 o “volume de negócios gerado fora de Portugal” e as exportações que “ascendem a mais de 66 por cento do volume de negócios total do grupo”.

Por outro lado, explica que a dívida bruta “teve um decréscimo de 17 milhões de euros face a dezembro de 2017”, ficando-se pelos 219 milhões de euros. Já “a dívida líquida teve uma redução de três milhões de euros, [caindo] para 186 milhões de euros”.

A carteira de encomendas da firma de Oliveira de Frades na construção metálica e na indústria naval chegou aos 373 milhões de euros em 2018, o que equivale a uma subida de 23 por cento, sendo a mais robusta dos últimos cinco anos”, como se pode ler no documento enviado à CMVM.

Quanto a perspetivas futuras, o grupo empresarial liderado por Pedro Duarte diz que vai continuar a executar o plano estratégico aprovado em 2018 e que assenta em sete pilares: “reforço da cultura organizacional e consolidação do modelo de governo”; “incremento da eficiência operacional, planeamento e produtividade em especial na construção metálica, consolidação na indústria naval e reforço da estratégia de crescimento sustentável na renewables”; consolidação da trajetória de estabilização financeira”. “Reforço do perfil exportador do grupo, potenciando a capacidade industrial em Portugal para os mercados externos onde [a Martifer] está presente”; “avaliação gradual de oportunidades de diversificação”, do negócio; “manutenção da aposta no segmento” das renováveis, “quer através da rotação de ativos quer no aproveitamento de oportunidades em projetos eólicos e solares” e “consolidação do investimento na formação, no conhecimento e na inovação” são outros das tarefas que a empresa planeou executar este ano.





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