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Novo futuro para a fábrica da Água do Caramulo

Edição de 10 de maio de 2019
11-05-2019
 

Poderá ser consumada já no final do mês a venda da fábrica da Água do Caramulo, em Varzielas, no concelho de Oliveira de Frades. A unidade, propriedade do grupo Super Bock, encerrou portas no último dia do mês de fevereiro, atirando para o desemprego mais de duas dezenas de pessoas, muitas com largos anos de casa. Apenas uma pequena minoria decidiu aderir ao plano de mobilidade aberto pela empresa.

A notícia do fecho da fábrica caiu que nem “uma bomba” na serra, mas o desânimo não durou muito tempo, pois, mal se soube do encerramento da empresa, começaram a surgir empresários e investidores interessados em reabrir a unidade. A venda poderá ser uma realidade muito em breve. É pelo menos isso que acredita o presidente da Câmara de Oliveira de Frades, Paulo Ferreira, que tem acompanhado de perto as negociações.

“Neste momento o grupo Super Bock já encerrou a fase de propostas. Há diversos interessados na aquisição da fábrica. Ainda não há uma certeza quanto à manutenção da marca, mas muito em breve o grupo irá tomar uma decisão”, disse o autarca ao Jornal do Centro, acrescentando que pelo que sabe nesta reta final das negociações está apenas “grupo muito restrito” de interessados.

Paulo Ferreira destaca a forma positiva como este processo tem vindo a decorrer, aguardando com “uma perspetiva muito positiva a continuidade da fábrica”. “Estou muito confiante. A última palavra é sempre do grupo Super Bock, mas augura-nos um bom desfecho para aquela unidade fabril”, afirmou.

O autarca está esperançoso e desejoso que “a melhor água do mundo” volte a ser engarrafada e colocada no mercado, a bem de Varzielas, mas também de toda a serra. “É uma grande marca e algo que dava ao Caramulo uma dinâmica diária. Com o fecho da fábrica a serra ficou mais pobre”, defendeu, fazendo votos para que dentro de semanas tudo volte ao que era dantes.

O Jornal do Centro solicitou esclarecimentos ao grupo Super Bock, que até ao fecho de edição não nos facultou qualquer resposta.

O encerramento da empresa foi conhecido no início de 2019 e cumprido algumas semanas depois. Na altura em que comunicou a decisão, a empresa justificou o fecho da unidade em “resultado da quebra significativa de volumes ao longo dos anos considerando a baixa procura pela marca nos mercados externos e interno, consequência do segmento das águas lisas ser altamente comoditizado e competitivo em marcas próprias e de distribuição”. A companhia salientou ainda “a tendência de queda de volumes da marca ao longo desta década - na ordem dos 50 por cento”.





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