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O. Frades: Vice-presidente da Câmara exaltado com oposição

Edição de 5 de abril de 2019
07-04-2019
 

O vice-presidente da Câmara de Oliveira de Frades, Carlos Pereira, irritou-se com a oposição na última reunião do executivo e chegou mesmo a levantar a voz. Em causa a discussão da ata da última sessão camarária, onde tinha sido deliberado a contratação de um empréstimo financeiro para a realização de várias obras, entre as quais o arranjo do largo da feira, numa intervenção avaliada em 116 mil euros.

O vereador do PSD José Pedro Almeida recordou que tanto ele como o colega de bancada, Abel Dias, concordaram com parte das intervenções previstas no empréstimo, sobretudo as pavimentações de estradas, mas criticaram as prioridades definidas pela maioria, daí se terem abstido na votação.

“Houve aqui um ponto que foi o que gerou mais discussão que foi a pavimentação do largo da feira e nesse não concordamos mesmo atendendo às necessidades que o nosso concelho tem ao nível de estradas”, disse, acrescentando que esta obra deveria ser feita com a ajuda de dinheiros europeus, dado o seu elevado valor.

O social-democrata sustentou que o vice-presidente da Câmara, Carlos Pereira, adiantou que a obra ia ser feita com ou sem o apoio da oposição, nem que fosse por ajuste direto. José Pedro Almeida lamentou ainda que as ideias apresentadas pelo PSD não tivessem sido “tidas em linha de conta” pela maioria Nós Cidadãos.

Intervenção “acintosa”

Na resposta, Carlos Pereira desmentiu o vereador da oposição, desafiando o social-democrata a escutar a gravação da reunião. “O que eu disse se não me falha a memória, a meio da discussão, foi que a situação da feira em candidatura a curto prazo não é possível e que as formas de fazer aquilo neste momento é por ajuste direto ou não fazer”, declarou, acusando o social-democrata de apresentar o assunto de “forma acintosa”.

O vereador José Pedro Almeida insistiu no mesmo assunto, afirmando ter ficado com a sensação de que Carlos Pereira tinha dito que a obra avançaria mesmo sem a concordância da oposição. Já o vereador Abel Dias, também do PSD, recordou as propostas apresentadas pelo partido e não foram chumbadas. Intervenções que irritaram vice-presidente da autarquia, que insistiu que não tinha proferido tal afirmação, salientando não ter “autoridade de decidir, de dizer, de desrespeitar” uma decisão do executivo. “Que fique claro que eu não disse para retirarem as propostas”, disse num tom exaltado algumas vezes.

O presidente da Câmara, Paulo Ferreira, também entrou na discussão para tentar serenar os ânimos. Depois de mais algumas trocas de palavras todos os vereadores concordarem em alteração a ata, para incluir no documento que a maioria não teve em consideração as medidas apresentadas pela oposição.

Orçamento Participativo em 2020

Ainda na última reunião do executivo, foi dado o pontapé de saída para a criação do Orçamento Participativo, que deverá entrar em vigor no próximo ano. A vereação aprovou o regulamento da medida, que depois estará em discussão pública. O montante financeiro a disponibilizar é que ainda não está fechado. “O valor pode variar de ano para ano. Não vamos fixar aqui [o montante], porque depois podemos aumentar conforme a nossa saúde económica”, informou a vereadora Clara Vieira, fazendo votos que este projeto seja “uma mais-valia para a participação cívica e para o envolvimento das pessoas”.





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