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Oliveira de Frades: Ainda não é este ano que as praias fluviais estarão prontas

Edição de 9 de fevereiro de 2018

11-02-2018
 

Os projetos de reposição das praias fluviais que há cerca de quatro anos ficaram submersas pelas águas da Barragem de Ribeiradio, em Oliveira de Frades, voltaram “à estaca zero” e ainda não é em 2018 que estarão concluídos. A revelação foi feita pelo vice-presidente da Câmara Municipal, em reunião do executivo.

Carlos Pereira explicou que “tudo o que foi feito tem que ser repensado, redimensionado e corrigido” porque foram encontradas nas empreitadas algumas situações menos corretas. Em Sejães, onde está projetado e já executada parte da construção de um complexo de piscinas, a obra “choca com um protocolo e um parecer negativo da Agência Portuguesa do Ambiente”. Já no caso da praia da Carriça, que vai substituir a de S. João da Serra, há problemas com o edifício que irá albergar o restaurante, que “obriga a que os terrenos à volta, no espaço de 50 metros, estejam desobstruídos”. “Como se pode assumir um compromisso quando os terrenos são privados e os privados podem dizer que não vendem”, questionou em sessão pública.

Carlos Pereira adiantou que este dossier da reposição das zonas balneares “voltou à estaca zero”, acrescentando que, e para sua “mágoa”, não vai ser possível concretizar as duas obras este ano. “Foram mal planeadas em 2017, não se cumpriram requisitos e entrou-se em conflitos com protocolos e portanto tem que ser tudo repensado do zero e depois é preciso haver dinheiro. Quando se gasta o dinheiro por antecipação que é dado para Sejães e para a Carriça não pode haver um compromisso em 2018 de cumprir esses objetivos”, vincou.

“Daqui a um ano estaremos de novo a discutir a estaca zero”
O vereador do PSD Abel Dias não gostou de ouvir falar no adiamento destes projetos e acusou o executivo liderado por Paulo Ferreira de “não ter vontade política para levar a cabo obras” da anterior Câmara. “Tudo aquilo que estava planeado anteriormente estava errado. Era a água, o parque urbano, as praias fluviais e portanto volta tudo à estaca zero. Isso é uma decisão que o município optou”, afirmou, mostrando-se ainda “surpreendido” e “preocupadíssimo com entraves agora levantados pela maioria. “Quando dizem que vai voltar à estaca zero eu digo que andamos aqui a perder tempo, dinheiro e a defraudar as expetativas da nossa gente. Daqui a um ano estaremos de novo a discutir a estaca zero. Este ano não vamos executar nada destas obras”, lamentou o social-democrata.

Esta intervenção não ficou sem resposta do vice-presidente, Carlos Pereira, que garantiu que “tudo o que está feito e está correto é para fazer”, já os projetos que estavam “num mau caminho” como as reposições das praias “é preciso tomadas medidas corretivas”. “Ninguém aqui disse que Sejães e a Carriça não se iam fazer”, disse.

O vereador do PSD Paulo Antunes também entrou na discussão para defender “a honra” do anterior executivo do qual fez parte, contrariando ainda as queixas de que o dinheiro para as praias já teria sido gasto. “Se temos para receber [da EDP] 1 milhão e 400 mil euros e se temos para fazer 1 milhão [de obras] não estou a ver onde é que bate certo a conversa que teve [o vice-presidente Carlos Pereira]”, argumentou.





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