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Oliveira de Frades: ASSOL compra prédio para ampliar instalações

Edição de 21 de dezembro de 2018
22-12-2018
 

A Associação de Solidariedade Social de Lafões (ASSOL) quer abrir uma residencial para acolher durante a noite e fins de semana os utentes que perderam a retaguarda familiar. A instituição que se dedica aos cidadãos portadores de deficiência quer ainda construir um novo refeitório e uma cozinha, projetos que nascerão num edifício e num terreno, que a organização comprou no largo da feira de Oliveira de Frades, e que são contíguos às atuais instalações da associação.

Pelo imóvel e pela parcela de terreno, a ASSOL pagou 250 mil euros, dos quais 50 mil de verbas próprias. O restante montante foi pago com a ajuda de um empréstimo bancário. A compra foi efetivada há uma semana.

A ampliação do refeitório e cozinha é uma necessidade antiga da instituição social. A direção da ASSOL até pensou em reabilitar as instalações existentes e construir na cave as duas valências, mas acabou por abandonar a ideia por falta de luz natural. A meio do ano surgiu a hipótese de comprar os prédios em causa, num negócio que foi agora efetivado. “Decidimos comprar porque o terreno garantia a construção do refeitório e da cozinha e ainda sobrava espaço para estacionamento e zona de lazer. A casa irá garantir no futuro o aumento da valência de residência”, explica Gil Almeida, presidente da ASSOL.

Lar só vai para a frente com a ajuda do Estado

O refeitório é o primeiro projeto a avançar. Segundo os planos da direção, a obra irá ter início ainda em 2019 para estar pronta no ano seguinte. Só depois é que se vai pensar na criação de um novo lar residencial, o segundo da instituição que já tem outro aberto no concelho de Vouzela. Para este investimento avançar é fundamental o apoio estatal. “A residência vai depender sempre das negociações que tenhamos com a Segurança Social porque é valência apoiada pelo Estado”, sublinha o dirigente.

Gil Almeida diz que este é um investimento cada vez mais necessário porque “as pessoas apoiadas começam cada vez mais a perder o apoio familiar, a retaguarda que têm. Vivem com os pais idosos que falecem, depois os irmãos não têm condições de os receber à noite e no fim de semana e portanto essa valência é cada vez mais premente para nós e para as famíias”, argumenta.

IEFP deve 300 mil euros

O presidente da ASSOL assegura que a instituição está de boa saúde financeira, caso contrário não tinha avançado para estes dois novos projetos. A única e “grande” contrariedade que enfrenta são os atrasos nas transferências por parte do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) relativas aos cursos que ministra.

“Temos demasiados atrasos nos reembolsos e isso provoca-nos alguns calafrios porque o dinheiro vem atrasado. Somos credores de mais de 300 mil euros do IEFP”, revela Gil Almeida, que apesar do elevado valor acredita que o instituto público irá pagar os montantes em dívida.

A ASSOL tem cerca de 400 utentes e desenvolve trabalho nos concelhos de Oliveira de Frades, Vouzela, S. Pedro do Sul, Castro Daire, Viseu, Vila Nova de Paiva, Tondela e Mortágua.





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