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Oliveira de Frades: Centro Interpretativo do Megalítico na antiga estação

Edição de 9 de março de 2018
12-03-2018
 

O município de Oliveira de Frades quer abrir na antiga estação do caminho de ferro da vila um Centro Interpretativo do Megalítico. Este projeto surge associado ao Dólmen de Antelas, um monumento com mais de 5 mil anos e que “é considerado uma joía valiosíssima da pintura rupestre europeia”, por possuir na câmara funerária várias pinturas a vermelho e negro que remontam ao período neo-calcolítico (idade do cobre).

A anta foi classificada como monumento nacional há 28 anos e a nível mundial ocupa um papel de relevo. É por isso que a Câmara Municipal quer valorizar este período da história do Homem, criando o centro. O atual executivo, retirou da gaveta um projeto antigo, e já o apresentou ao Turismo do Centro havendo aqui “uma janela de oportunidade” para a sua concretização. [Este] é um dos projetos que está na mente deste executivo, com uma vertente direcionada para um património que o mundo conhece e nós muitas vezes temos dificuldades em reconhecer”, afirma Paulo Ferreira, presidente da autarquia.

Mesmo que a tutela não venha a financiar a criação de Centro Interpretativo do Megalítico, o autarca garante que a Câmara poderá avançar com a obra a expensas próprias dada a sua importância para o concelho.

Anta ainda em risco
O Dólmen de Antelas é monumento relevante, mas ainda assim está “votado ao abandono” há anos. As pinturas encontram-se em risco de desaparecer fruto da humidade e das infiltrações registadas na câmara. O próprio Ministério da Cultura já alertou para a degradação existente. Para resolver os problemas no monumento, o município já apresentou uma candidatura aos fundos comunitários, por intermédio da ADDLAP, estado ainda a aguardar a resposta da mesma. O projeto, orçado em cerca de 30 mil euros, contempla a realização de um estudo ambiental que apontará soluções a adotar para resolver o problema da condensação e das infiltrações, que contribuem para a degradação das pinturas.

Espaço para ajudar vítimas dos incêndios
A antiga estação dos caminhos de ferro de Oliveira de Frades, onde deverá ser instalado o Centro Interpretativo do Megalítico, esteve desocupada anos a fio. Depois dos incêndios de outubro, o imóvel ganhou um novo dinamismo. Passou a ser usado para armazenar as ajudas que chegavam ao concelho para as vítimas dos fogos. É lá que estão “centralizados os apoios que têm vindo das mais diversas partes” do país.





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