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Oliveira de Frades: Escola "está a arder" com milhares de euros e alunos deixam de receber apoios

Edição de 14 de dezembro de 2018
14-12-2018
 

O Estado está a dever milhares de euros ao Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades, numa dívida relacionada com os cursos profissionais. Há mais de um ano que o dinheiro relativo a estas formações e que é proveniente dos fundos comunitários (Programa Operacional Capital Humano) está “congelado”, dificultando a vida à direção do estabelecimento de ensino, mas também aos cem alunos que frequentam o ensino profissional e que estão com os subsídios por receber.

“Não nos mandam o dinheiro há mais de um ano”, lamenta a diretora da Escola, Jorgina Rolo, acrescentando que por causa do atraso nas transferências das verbas a instituição de ensino não tem “dinheiro para comprar material”, o que complica o funcionamento de alguns cursos como cozinha e mecatrónica automóvel, que são dos que precisam de mais equipamentos nas aulas. “Andamos a rapar os fundos aos tachos todos de outras rubricas [do orçamento] para conseguirmos arranjar dinheiro para os cursos poderem funcionar”, revela.

Alunos mantém-se na escola, mesmo sem apoios

Se o cenário é negro para a escola, também não é melhor para os estudantes que optaram pela via profissional e que desde que começaram as aulas não receberam um único apoio por parte do Estado.

“Está tudo congelado. Eles ainda não receberam nada. Os pais reclamam, mas ainda nenhum deixou aluno de estudar porque todos têm a esperança de que mais cedo ou mais tarde o dinheiro venha até porque o dinheiro dos fundos comunitários vem destinado para isto”, afirma.

Com o arrastar do problema e enquanto a situação não é resolvida, a escola viu-se obrigada a pedir ajuda à Câmara Municipal, que se terá comprometido a apoiar no transporte escolar. Jorgina Rolo espera receber um presente de natal em breve, desejando que as dívidas do Estado sejam saldadas até ao final do ano.

“O aquecimento agora está ligado quando é necessário”

O atraso nos pagamentos por parte do Programa Operacional Capital Humano é o grande problema com que se depara o Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades nesta altura. As dificuldades no aquecimento, registadas nos últimos três anos, já foram ultrapassadas. Até agora, por falta de verbas no orçamento, a direção do estabelecimento de ensino era obrigada a apertar o cinto e poupar, ligando apenas o sistema que fornece calor apenas algumas horas do dia.

“O aquecimento agora está ligado quando é necessário e portanto frio não tem havido. Nós resolvemos, em vez de andarmos a poupar dinheiro ao Estado, aquecer os nossos alunos porque eles estão em primeiro lugar. Tivemos a poupar durante três anos porque eles não nos enviavam o dinheiro que precisávamos e neste momento enviam de modo que está tudo ultrapassado em definitivo, espero”, refere Jorgina Rolo.





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