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Oliveira de Frades: Mais de 600 ninhos de vespa asiática destruídos

Edição de 15 de fevereiro de 2019
16-02-2019
 

Desde que foi detetada a primeira vez no concelho, no ano de 2015, já foram dizimados 643 ninhos da vespa asiática ou velutina em Oliveira de Frades. Os números foram avançados ao Jornal do Centro pelo Gabinete Técnico Florestal (GTF) da Câmara Municipal.

Segundo este serviço municipal, em agosto de 2015 foram registados os primeiros avistamentos da espécie invasora, “sem, no entanto, ter sido encontrado qualquer ninho nesse ano”. Em 2016, foram destruídos 22 ninhos, no ano seguinte 161. Em 2018, houve um recorde de destruições, com uma duplicação dos números. Foram exterminados no total 398 ninhos. Este ano, os serviços municipais já eliminaram 62. “Os casos estão a crescer exponencialmente”, alerta o coordenador municipal de proteção civil Márcio Pereira, realçando que a vespa asiática já se encontra presente em todo o concelho, “com especial incidência na União de Freguesias de Oliveira de Frades, Souto de Lafões e Sejães, Arcozelo das Maias, S. Vicente de Lafões e Ribeiradio”.

“Estamos muito preocupados pois é uma praga que traz grandes prejuízos para a atividade apícola, pela redução do número de abelhas, e consequentemente pela redução na produção de mel e outros subprodutos”, afirma Márcio Pereira, acrescentando que a vespa velutina tem também impacto na “agricultura, de forma direta na fruticultura e indiretamente, através da diminuição da polinização”, no ambiente “pela diminuição da biodiversidade e, finalmente, na segurança das pessoas, pois, se as vespas se sentirem ameaçadas podem atacar em grupo, resultando num risco para a população”.

Para já não há registo de nenhum caso “considerado grave” de pessoas que tenham sido picadas pela vespa. Alguns cidadãos já foram mordidos, mas não necessitaram de recorrer aos serviços de saúde.

“É sentida falta de apoio da Administração Central”

Em Oliveira de Frades, a deteção de ninhos é feita sobretudo pela população e pelos apicultores. Já o trabalho de destruição dos mesmos está a ser feito por uma equipa de colaboradores do município, em parceria com algumas juntas de freguesia e com um grupo de apicultores voluntários de Arcozelo das Maias. A exterminação “faz-se essencialmente através da queima dos ninhos e, quando a utilização do fogo se torna impossível, recorre-se ao envenenamento”. “A Câmara Municipal tem feito grande investimento na aquisição de equipamento de destruição, equipamento de proteção individual, produtos para envenenamento dos ninhos e, ainda, na aquisição e distribuição pelos apicultores de atrativos para captura das vespas fundadoras após o período de hibernação. É sentida a falta de apoio da Administração Central, sobretudo ao nível da formação”, lamenta Márcio Pereira, que acredita que “devido à grande capacidade de dispersão da espécie”, a vespa velutina “veio para ficar”.





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