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Piscinas que substituem praia fluvial de Sejães abrem ainda este verão

Edição de 28 de junho de 2019
30-06-2019
 

As piscinas que foram construídas em Sejães, no concelho de Oliveira de Frades, para substituir a praia fluvial que ficou submersa pelas águas da Barragem de Ribeiradio deverão abrir portas ainda este verão. É pelo menos essa a expectativa da Câmara Municipal. Há anos que os habitantes do concelho anseiam ir a banhos na infraestrutura durante os meses de maior calor.

O projeto de reposição da área de lazer está já na reta final. As duas piscinas, uma para adultos e outra para crianças, estão há muito prontas. O bar de apoio também já está construído, assim como as casas de banho. O espaço terá ainda um parque de merendas, um campo de voleibol de praia, estacionamento e uma zona para a prática de atividade física.

“A da zona de fruição ribeirinha de Sejães está a decorrer a bom ritmo. Neste momento estão-se a cumprir os prazos que estavam definidos. Em previsão se não houver atrasos em termos de obras, ainda este verão os munícipes poderão fazer uso daquela zona. Não me posso comprometer em termos de tempo, mas o objetivo é até fins de julho poder-se disponibilizar aquele espaço”, afirma Carlos Pereira, vice-presidente da Câmara Municipal.

O complexo de piscinas e infraestruturas de apoio vão custar mais de 700 mil euros, numa obra que é financiada pela EDP, a empresa responsável pela Barragem de Ribeiradio e que ficou obrigada a repor a área de lazer.

Verdes insistem na praia fluvial

A obra, que resulta de um acordo entre o município e a companhia energética, está longe de ser consensual. O Partido Ecologista os Verdes insiste na reposição da praia fluvial, lembrando que a Assembleia da República até já aprovou uma resolução nesse sentido. Passado um ano dessa aprovação, os Verdes anunciaram ter questionado o Ministério do Ambiente e da Transição Energética sobre a substituição da área de fruição ribeirinha por piscinas. [É um projeto] que levanta uma série de questões, pondo em causa, desde logo, o Estudo de Impacte Ambiental, a consulta pública e a própria Declaração de Impacto Ambiental favorável, mas condicionada”, salienta a força política.

Na pergunta endereçada ao Governo, os Verdes querem saber o que já foi feito “no sentido de procurar repor a praia fluvial” e se já decorreu algum tipo de reunião com a EDP.

O vice-presidente da Câmara de Oliveira de Frades respeita esta pretensão do Partido Ecologista, mas tem alguma “dificuldade” em aceitar o que é proposto porque para além das piscinas estarem quase prontas, não há mais nenhum espaço “onde se possa fazer a reposição”.

Outra praia mais atrasada

No caso da Carriça, em S. João da Serra, o processo está mais demorado. A primeira fase dos trabalhos arrancou há pouco tempo e o que se espera que só no próximo ano a zona de lazer esteja ao dispor da população.

“Ao contrário de Sejães, em S. João da Serra vai nascer uma praia fluvial, banhada pelo Rio Teixeira. Só se pode mexer no leito entre setembro e fevereiro, porque depois fica submerso, ou seja, ou se consegue fazer entre setembro e fevereiro ou então tem que se esperar mais um ano. Mas o objetivo é que a Carriça, numa hipótese muito otimizada, estivesse disponível no próximo ano”, remata Carlos Pereira.





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