A OUVIR 98.9 FM
           00:00:00 | 00:00:00        
      
  
 
        

Lar para demências em Penalva do Castelo vai abrir em dezembro

Edição de 1 de novembro de 2019
03-11-2019
 

No âmbito da preocupação da Misericórdia de Penava do Castelo em recuperar o património da instituição, surgiu a ideia de aproveitar o edifício do antigo hospital da vila (construído em 1954) para a criação de um lar para pessoas com demência. A estrutura estava desativada há mais de 15 anos, desde que o serviço do centro de saúde passou para as novas instalações, junto à Câmara Municipal.

Com a degradação do edifício, a provedoria, liderada por Michael Batista, optou por avançar com a requalificação do mesmo e criar uma nova valência. Inicialmente os responsáveis tinham outra ideia para aquele espaço mas o facto de outras valências da instituição já prestarem apoio a pessoas com demência, chegaram à conclusão que faria sentido criar um serviço específico para a problemática. E assim surgiu a ERPI para portadores de demência que contou com o apoio do Fundo Rainha D. Leonor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no valor de 300 mil euros. A autarquia de Penalva do Castelo também apoiou a construção da unidade com uma verba de 225 mil euros.

Para o provedor, Michael Batista, trata-se de “um projeto arrojado” que se justifica por que “está a ser dada resposta a uma necessidade cada vez mais evidente, não só em Penalva do Castelo mas também na região e no país, com serviços mais especializados e mais adequados a esse público”.

A nova valência conta, segundo o provedor, com corredores e quartos “sem paredes estanques”, várias salas que proporcionam “individualidade”, um centro de terapia “que permite que sejam realizadas atividades terapêuticas acompanhadas a nível médico e com fisioterapia, salas de snoezelen (terapia à base da luz), um jardim sensorial” entre outros espaços. “Características que garantem que vamos ter um serviço diferenciado” realça Michael Batista acrescentando que a estrutura está preparada para que no futuro possa ser aumentada, caso exista essa necessidade. A nível de colaboradores, a ERPI arranca, no início de dezembro, com 12 para além de enfermeiros, médico, psiquiatra, entre outros especialistas.

Com a obra concluída e já com lista de espera, a Santa Casa da Misericórdia de Penalva do Castelo, espera contar com o apoio da Segurança Social. “A comparticipação é o próximo passo, prevista para 2020.

Respostas especializadas

O provedor da Misericórdia de Penalva do Castelo considera que as respostas sociais devem “ser especializadas e direcionadas para uma problemática”. Michael Batista refere que os lares tradicionais devem deixar de acolher “todo o tipo de utentes porque torna-se difícil para as instituições responderem corretamente às dificuldades diárias. Temos lares que são autênticos hospitais e casas de dependência”.

O responsável defende que devem ser criadas mais respostas sociais no país e diferentes para “não termos no mesmo espaço pessoas com diversas patologias”.





  • 2002 - 2019 - Jornal do Centro é uma marca registada da Legenda Transparente, lda
  • Desenvolvido por: WLC.PT