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PSD ataca executivo de Penalva do Castelo com ETAR's

Edição de 24 de maio de 2019
25-05-2019
 

Ausência de planeamento, desleixo e incúria são os termos que os social-democratas de Penalva do Castelo utilizam para descrever o que consideram ser a irresponsabilidade do executivo, liderado pelo PS, no domínio do saneamento básico e da preservação ambiental.

O PSD dá o exemplo da ETAR da Encoberta, onde, referem, “as antigas fossas foram destruídas, sem se proceder à conclusão da nova ETAR, nem se ter realizado a respetiva ligação do coletor de esgotos. O saneamento está a correr a céu aberto, atravessando terrenos agrícolas, até entrar numa linha de água”. Também a ETAR de Casal Diz foi “completamente destruída”. “Foi realizada uma escavação, na qual desemboca o coletor do saneamento. A anterior ETAR foi substituída por um enorme buraco a céu aberto, sem qualquer impermeabilização, e sem qualquer tipo de vedação”, explica a Comissão Política de Secção do PSD de Penalva do Castelo.

Os social-democratas consideram que o perigo para pessoas e animais é “evidente”. As denúncias do PSD chegam ainda à ETAR de Gôje, onde “nos últimos quatro anos, o executivo do PS não realizou qualquer limpeza ou manutenção”. Os social-democratas adiantam ainda que “por deficiências de projeto e planeamento, a construção da nova ETAR está muito atrasada”, acrescentando que estes exemplos demonstram “a falta de planeamento e a irresponsabilidade do executivo socialista no domínio do saneamento básico e da preservação ambiental”.

A autarquia diz que o ambiente é prioridade ao contrário dos executivos PSD que lideraram o concelho. Confrontado pelo Jornal do Centro com as críticas o executivo penalvense, liderado pelo Partido Socialista, rejeita as acusações alegando falta de conhecimento da Comissão Política do PSD de Penalva do Castelo. “Se tivessem algum conhecimento do que se passou nos executivos do PSD/ CDS no passado, sabiam que o ambiente foi completamente desprezado até ao ano de 2013, data da posse do atual executivo”, explica o presidente da Câmara Municipal. Francisco Carvalho dá como exemplo as coimas aplicadas pelo Ministério do Ambiente, em 2010 e 2011, que no total somam mais de 60 mil euros.

O autarca realça que desde 2013, ano em que o executivo socialista foi eleito para liderar o concelho, as questões ambientais, nomeadamente a “água para o consumo humano e águas residuais” têm sido uma prioridade para o município. “Em dezembro de 2013 e junho de 2014, fizemos duas intervenções na velhinha ETAR de Gôje, com um custo superior a 26 mil euros, pois só assim evitamos o levantamento de novos autos”, conta o presidente da autarquia acrescentando que nesta altura estão a ser construídos nove Sistemas de Saneamento de Águas Residuais (SAR) nas localidades de Encoberta, Corga/Casal Diz, Roriz, Castelo de Penalva, Gondomar, Ínsua, Gôje e Sezures. “Estas construções representam um investimento superior a 6,5 milhões de euros, sendo comparticipado em 85% pelos fundos Comunitários”, explica Francisco Carvalho.

Sobre a ETAR de Gôje, o autarca diz que é a maior obra até hoje executada no concelho, no valor aproximado de dois milhões de euros. “Naturalmente que por nossa vontade já estaria concluída, mas trata-se de uma obra com uma tecnicidade muito avançada e a empresa leva um ligeiro atraso no prazo previsto de conclusão que é de 120 dias”, refere. Francisco Carvalho acrescenta que a oposição é benéfica “quando a mesma utiliza a verdade e a responsabilidade para atacar o executivo”. “Quando utilizam a mentira e a calúnia caem no descrédito”, conclui.





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