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Ingleses no reino de Penedono

Edição de 7 de junho de 2019
07-06-2019
 

Chegaram no dia 31 de maio e por cá ficaram perto de uma semana. O que os trouxe foi um estágio de preparação para o Torneio das Nações Emergentes em que vão participar entre 8 e 16 de junho, na Geórgia, mas não só. O selecionador, à frente da equipa há três anos, é natural do concelho e, por isso, conhece bem as “boas gentes” penedenses.

“Mais do que pensar como chegámos aqui, temos que relevar a qualidade do trabalho que nos permitem desenvolver aqui. Também a facilidade e o bom trato das pessoas de cá, mas isso é coisa que não me surpreende a mim e que não surpreende, também, muito dos atletas porque já cá têm vindo participar no Torneio de S. Pedro”, contou Ricardo Vasconcelos, e acrescentou “não foi necessário convencer-nos, apenas propor-nos”.

O técnico está em Inglaterra há seis anos. E, já na altura, foi a modalidade a responsável pela sua ida. Além dos trabalhos à frente da Seleção, na Grã-Bretanha é coordenador de formação e treinador do Nottingham HC. À terra natal, que lembra como “a grande rampa de lançamento”, já não ia há um ano. “É sempre bom voltar a casa e ter a oportunidade de regressar a fazer aquilo que queremos e sonhamos. Deixa-me muito feliz saber que pudemos contribuir para o desenvolvimento da localidade e da sua exposição também a nível mediático”, garantiu.

Britânicos apreciam gastronomia

Além do “staff” técnico, também os jogadores estão muito satisfeitos com a pequena vila do distrito escolhida para o estágio de preparação.

“Os jogadores estão felicíssimos, principalmente com a comida [risos]. Não há como não gostar disto. As pessoas têm sido fenomenais. As condições são, igualmente, fenomenais. Quando essas duas frentes estão reunidas não há como não gostar”, explicou Ricardo Vasconcelos.

E, em tom de brincadeira, perguntamos-lhe se a calma da vila também foi um dos fatores tidos em conta no momento de escolha do local de estágio. Respondeu, prontamente: “é mesmo um fator a ter em conta. Nós precisamos de recato, precisamos de ter o à vontade de deixar os atletas ir passear sem ter que estar preocupados com o trânsito, com a poluição ou com outras coisas. E no sentido da preparação e da acalmia que precisamos para estar concentrados para o que aí vem é fenomenal. É, definitivamente, um fator a ter em conta neste tipo de preparações”, confessou o treinador.

Jogadores e “manager” satisfeitos

Entre os 16 jogadores da Grã-Bretanha está Ben Howard, o inglês que na última época alinhou pelo Andebol do Académico de Viseu. Começou a praticar a modalidade na escola há cerca de seis anos e foi pelas mãos de Ricardo, seu treinador na altura, que chegou à cidade de Viriato.

Já conhecia Penedono, onde passou a última Páscoa, com os colegas de equipa do Académico. “Foi muito bom experienciar uma cultura diferente e a humildade das pessoas daqui”, recorda o jogador. Em relação à prova para que se prepararam em Penedono, Ben Howard diz que vai ser “interessante porque vamos jogar com países de todo o mundo, com vários estilos e olhares de jogo”.

Também Ollie Tyler começou a jogar andebol no liceu há cerca de oito anos, e representa a seleção do país há cerca de cinco.

Não hesita em dizer que Cuba será o adversário mais difícil, mas “com uma boa preparação e estratégia”, o jogador acredita que a equipa pode chegar longe.

Para Kevin Matthews, manager da equipa, esta não foi a primeira vez em Penedono. Por lá já fez muitos amigos e a vinda da Seleção foi “juntar o útil ao agradável”. “Além disso, na Inglaterra, por esta altura, é muito difícil arranjar bons adversários” para os jogos particulares.

A Ricardo Vasconcelos, com quem trabalha há três anos, não poupa os elogios. “O Ricardo trouxe uma dimensão nova à estrutura. É muito profissional e tem boas relações com os jogadores. Infelizmente a sua carreira de jogo foi curta devido a uma lesão, o que lhe proporcionou ganhar experiência como treinador cedo. O andebol na Grã-Bretanha só ganhou com isso”, frisou.

No Torneio das Nações Emergentes, a seleção vai encontrar-se com as de Cuba, Índia, Azerbaijão, China e Colômbia.





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