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Helicópteros ligeiros de combate a incêndios parados dentro da hangar

28-07-2019
 

Dois dos três helicópteros ligeiros que deveriam estar a operar em missões de combate aos incêndios florestais desde o passado dia 1 de julho encontram-se fechados num hangar do Centro de Meios Aéreos de Santa Comba Dão. Os dois aparelhos encontram-se inoperacionais. No mesmo local chegou a estar estacionado outro helicóptero, mas que há um mês foi carregado num camião e terá sido encaminhado para um hangar da HeliPortugal, em Tires.

Os aparelhos já deveriam estar no ar e numa semana de grandes incêndios na zona Centro do país, estes poderiam ter feito a diferença no combate às chamas e na ajuda aos milhares de operacionais no terreno. Segundo a Força Aérea Portuguesa, a entidade responsável pela gestão dos meios aéreos afetos ao dispositivo de combate aos fogos, os três helicópteros continuam parados e sem data prevista para poderem começar novamente a voar porque ainda não foi concluído o processo de aprontamento técnico.

O presidente da Câmara de Santa Comba Dão e coordenador da Proteção Civil Municipal não esconde a preocupação com o facto de estes três aparelhos se encontrarem encostados, recordando Leonel Gouveia que estes são meios “extremamente importantes” no chamado “combate inicial”. “Isto preocupa-me muito porque foi graças à existência destes meios, que em situações muito complicadas em anos anteriores, foi possível evitar tragédias como a de 15 de outubro”, afirma, defendendo que o Governo deveria resolver este problema o quanto antes.

Já Júlio Norte, autarca de Mortágua, defende que os helicópteros deviam entrar no serviço o quanto antes para ajudar a socorrer pessoas e bens. “Ontem já era tarde, porque não somos nós que definimos o momento em que vai haver um incêndio. Nós tivemos o exemplo de 15 de outubro de 2017. Hoje não há época de incêndios, o risco é iminente, basta um dia de grande ventania para o risco ser maior do que em agosto ou setembro, em dias normais”, sustenta.

Para o autarca, nesta altura do ano o país não deveria estar sem estas aeronaves, lembrando que hoje em dia “toda a estratégia de combate aos incêndios é feita um bocadinho na base do apoio dos meios aéreos”.

Todos esperam que estes três helicópteros levantem voo o quanto antes e comecem a operar a partir de Santa Comba Dão, Cernache e Arcos de Valdevez. Enquanto isso não acontece as brigadas que deviam transportar, elementos do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR continuam em terra.





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