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Herdeiro de Salazar pede indemnização por espólio que desapareceu da Câmara de S.C. Dão

Edição de 5 de abril de 2019
06-04-2019
 

Um dos herdeiros de Oliveira Salazar está a pedir uma indemnização de cerca de 300 mil euros à Câmara de Santa Comba Dão pela não restituição de espólio que entregou ao município e não foi usado nem restituído. O advogado de Rui Salazar explica que não se trata do valor dos bens que o herdeiro doou, mas sim do prejuízo causado. Parte do espólio desapareceu. “Se ele o tivesse nas suas mãos, poderia vendê-lo, por exemplo, a colecionadores e ter agora uma pequena fortuna”, conta o advogado.

O sobrinho-neto do antigo Chefe de Estado diz-se indignado com o tratamento que o município está a ter para com ele, já quem nem um “pedido de desculpas” recebeu e lamenta que esteja a passar por uma situação “financeira má”, depois de ter colocado à guarda da autarquia vários objetos como condecorações em ouro, prata e bronze e diplomas de distinções honoríficas atribuídos ao antigo presidente do Conselho de Estado.

O espólio de Salazar esteve ao cuidado da autarquia durante 13 anos. O anterior executivo recebeu os bens para os expor naquele que seria o futuro Centro Interpretativo do Estado Novo, no Vimieiro, que ainda não saiu do papel. Por ordem judicial, a atual Câmara, liderada por Leonel Gouveia, devolveu o espólio por não ter sido reconhecido qualquer valor patrimonial de interesse histórico e cultural aos bens do antigo estadista. Mas, das 500 caixas que Rui Salazar disse ter entregue, apenas foram restituídas pouco mais que 160. As restantes desapareceram e ninguém sabe delas. O herdeiro quer ser ressarcido das contrapartidas de um “negócio” que não chegou a acontecer.

O processo com o pedido de indemnização deu entrada no tribunal no final do mês de março.





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