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Misericórdia de Santa Comba Dão vai receber metade da herança de benemérito

Edição de 19 de julho de 2019
19-07-2019
 

A Misericórdia de Santa Comba Dão conseguiu reaver por decisão do Tribunal de Viseu metade de uma herança que tinha sido deixada em testamento por um antigo utente e benemérito da instituição social. O caso que se arrastou na justiça, resultou agora numa meia “vitória” para a Santa Casa que da herança deixada pelo homem, e que estava avaliada em mais de 664 mil euros, vai receber cerca de 328 mil.

O benemérito José Gomes Mateus, ex-sargento da Marinha de Guerra Portuguesa, que morreu em 2007, tinha deixado em vida os mais de 600 mil euros à guarda da cunhada, que deveria gerir e proteger todo o património e o deveria depois entregar à Misericórdia de Santa Comba Dão, o que não veio a suceder.

Ao invés disso, Maria Arlete, que entretanto também veio a falecer, decidiu abrir uma conta Plano Poupança Reforma (PPR) à guarda da “Companhia de Seguros Fidelidade”, também ré neste processo, bem como da Santa Casa. A conta teve também como beneficiários a Fábrica da Igreja da Paróquia de Santa Comba Dão, a Associação dos Bombeiros Voluntários, a Cáritas Portuguesa, Missionários Combonianos do “Coração de Jesus”, a Filarmónica de Santa Comba Dão, Luísa Maria Varela de Sousa e Maria Emília Prata Ferreira, antigas funcionárias da Misericórdia local.

Insatisfeita com a situação, a Santa Casa levou o caso a tribunal, tendo visto agora a justiça a atribuir-lhe metade da herança do benemérito. Já o restante montante foi div idido pelos outros sete beneficiários que vão receber, cada um, cerca de 37 mil euros.

O provedor da instituição social mostra-se indignado com a decisão do Tribunal de Viseu, ainda assim “por respeito às entidades sociais” envolvidas neste processo, admitiu, ao Jornal do Centro, que não pretende recorrer da sentença. Rui Santos condena ainda neste caso a ação “reprovável” das antigas funcionárias da Santa Casa e que “chocou a sociedade local em geral”.





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