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Museu Salazar causa "guerra"

Edição de 9 de agosto de 2019
10-08-2019
 

Leonel Gouveia, presidente socialista da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, revela-se “tranquilo” quanto à decisão de se avançar com a construção do Centro Interpretativo do Estado Novo. O autarca adianta que “não há nada a temer” e desvaloriza algumas das “reações radicais e extremistas” de algumas organizações político partidárias”.

“Está-se a falar de um projecto que não é isolado, mas sim conjuntural, que faz parte integrante de um roteiro regional de figuras históricas do século XX e que muito agradou ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa”, lembrou o autarca. Leonel Gouveia lamenta que as reacções adversas, como a que foi vinculada pelo Bloco de Esquerda, sejam “irresponsáveis, desproporcionadas e exageradas”.

Na sua página online, a estrutura distrital de Viseu do Bloco escreve que, relativamnete à criação do Centro Interpretativo, “não compactua com a reprodução legitimadora do fascismo sob a justificação reducionista de um apressado interesse histórico”.

Para os bloquistas, o que está em causa com o projeto “não é a tentativa de responder a uma qualquer lacuna no interesse historiográfico ou museológico, mas a uma relegitimação da história do fascismo, a uma normalização da ditadura e do seu ditador no contexto da história de Portugal em quase metade do século XX”.





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