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Pilotos querem encerrar heliporto de Santa Comba Dão

Edição de 12 de julho de 2019
13-07-2019
 

Vários pilotos, a maioria provenientes da Força Aérea Portuguesa, ao serviço do INEM têm sido os autores de relatórios de onde denunciam vários riscos que colocam em causa a segurança e operacionalidade do Heliporto do Centro de Meios Aéreos de Santa Comba Dão.

Os “Relatórios de Segurança de Voo” quase duplicaram após a morte do comandante João Lima (piloto que faleceu num acidente na Serra de Valongo em finais de 2018 e que era comandante do Centro). Até essa data, o número de queixas, dizem alguns pilotos, era “insignificante muito por consideração ao comandante que todos respeitavam devido à sua excelente conduta profissional, capacidade de liderança e bom senso”.

Os relatórios que os pilotos fazem após cada missão são enviados para o Departamento de Segurança da empresa do operador e posteriormente reencaminhados para a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).

A mesma fonte revela que os relatórios dos pilotos apontam, em termos gerais, para a falta de condições exigidas pelos normas europeias de segurança destinadas à aviação civil, que pode contribuir para a interdição desta infraestrutura e, com isto, retirar de Santa Comba Dão o helicóptero ao serviço do INEM.

Fonte conhecedora do processo garante ao Jornal do Centro que algumas companhias de seguros já estão a par desta situação e começam a pressionar as diferentes empresas de helicópteros com a ameaça de negar contratos a quem opera a partir daquela base.

Nos relatórios é apontado, por exemplo que o espaço é pequeno, que está dentro do centro urbano da cidade e muito próximo de habitações e do local onde se realiza a feira semanal.

A proprietária da base (a Associação Humanitária dos Bombeiros de Santa Comba Dão) garante que até ao momento não recebeu nenhuma notificação e que opera dentro da legalidade.

O diretor do heliporto, Hélder Mota da Costa, que também é comandante dos Bombeiros, informou que esta infraestrutura foi recentemente alvo de uma inspeção feita por técnicos de segurança da ANAC que sugeriram três pequenas alterações técnicas, de imediato corregidas, monitorizadas e avaliadas com nota positiva de acordo com as normas e recomendações operacionais exigidas.

Por várias vezes foi ponderado o fim (encerramento definitivo) da Base de Santa Comba Dão, respetivamente, em 2015 e em 2009, altura em que os bombeiros investiram milhares de euros com recurso a financiamento bancário.

Caso a Autoridade Nacional da Aviação Civil retirasse a autorização ao Heliporto dos Bombeiros de Santa Comba Dão, os meios teriam de ser transferidos para outro local, sob pena de o Norte e Centro do país ficarem apenas servidos pela Base do INEM, em Macedo de Cavaleiros.

Elementos da direção do Centro que não concordam com as queixas dos pilotos entendem que se trata de um “lobby” de pressão com o propósito de tentar encerrar esta infraestrutura e forçar a deslocalização para o Aeródromo Gonçalves Lobato, em Viseu.





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