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Praga de ratos ataca escola de Santa Comba Dão

Edição de 14 de setembro de 2018
14-12-2018
 

Uma praga de ratos invadiu o Centro Escolar Norte, em Treixedo, no concelho de Santa Comba Dão, numa situação que se tornou mais visível após os incêndios de outubro de 2017. O caso é criticado pelos pais dos alunos que frequentam o estabelecimento de ensino, que defendem que o edifício “deveria ser encerrado durante quatro a cinco dias para que uma empresa de desinfestação possa acabar com a praga de ratos que andam por todo lado”. “A empresa tem que operar lá dentro e à volta do edifício”, sustentou ao Jornal do Centro Susana Marques, mãe de duas crianças que estudam na escola.

Os ratos não são, contudo, o único problema no Centro Educativo de Treixedo. Os encarregados de educação denunciam ainda a existência de problemas estruturais do interior do edifício, como infiltrações. “Chove lá dentro devido a uns buracos que fizeram na cobertura e nos tetos duplos para instalar umas placas de energia solar que nunca lá foram colocadas. Ora, a chuva cai com bastante intensidade e os corredores ficam rapidamente alagados, por isso, colocam lá uns baldes para aparar a água que cai lá dentro”, adiantou esta mãe.

À chuva acrescenta-se um outro problema, as falhas constantes no sistema que aquece as salas. “O aquecimento central já não funciona como deve ser desde o tempo do antigo presidente da Câmara, João Lourenço. Infelizmente é um problema que se tem vindo a arrastar sem qualquer solução à vista”, lamentou Susana Marques.

Já o presidente da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Santa Comba Dão, Luís Nunes, referiu que “o problema do aquecimento tem sido comum a todos os Centros Escolares do concelho, com avarias muito diversas e com soluções diferenciadas em função de cada caso”.

Câmara Municipal desvaloriza situação

Contactado pelo Jornal do Centro, o autarca de Santa Comba Dão, Leonel Gouveia, começou por garantir que já contratou uma empresa especializada “para fazer uma desinfestação” dos ratos na escola, acrescentando que “tem estado a monitorizar toda esta situação de forma regular”.

Sobre o aquecimento, o presidente da Câmara disse que o problema no estabelecimento de ensino já não é novo e que vai ser resolvido no próximo ano letivo. Leonel Gouveia contrariou, ainda, os argumentos dos pais que afirmam que “o aquecimento não funciona”, esclarecendo que o sistema “tal como foi concebido faz com que no final de cada circuito o débito de calor seja menor nalgumas das salas”. “Em síntese todas as salas têm aquecimento, embora umas sejam mais quentes do que outras”, avançou.





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