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Santa Comba Dão: Comércio tradicional olha com "distância" para hipermercados

Edição de 28 de dezembro de 2018
30-12-2018
 

A abertura de um novo hipermercado, em Santa Comba Dão, com mais uma Loja Bom Dia do Continente do Grupo Sonae MC surge como mais uma opção de comércio a retalho que veio contribuir para aumentar a concorrência com outras três grandes superfícies ali instaladas, duas delas mesmo ao lado do novo espaço, o Lidl e o Intermarché, mas também, ao Pingo Doce e ao comércio local.

Alguns comerciantes da cidade de Santa Comba Dão reagiram com algumas reservas e preocupação à abertura desta grande superfície e temem pela forte concorrência que pode abalar, ou mesmo levar ao encerramento, de alguns espaços do comércio tradicional.

Os proprietários de pequenas lojas comerciais, desde retrosarias, a prontos-a-vestir e pequenos mini mercados ou lojas de mercearias, estão divididos, mostrando-se receosos apesar de alguns admitirem que cada um tem o seu próprio espaço para levar por diante os seus negócios.

A proprietária da papelaria Enseada, Irene Marques, considera que o novo hipermercado Continente “não veio trazer nenhuma mais-valia para o concelho de Santa Comba Dão”. Na sua opinião, trata-se de “apenas mais um espaço igual aos outros que estão por cá” e acrescenta que existem muitas dúvidas sobre a possibilidade de vir a criar mais postos de trabalho. “Estou certa de que estamos perante mais um espaço que veio fomentar o emprego precário”, sustenta a empresária.

Já José Santos, dono da pequena mercearia tradicional Frescos & Companhia, na Rua Alexandre Herculano, refere que a abertura do Continente não o afeta nada porque está confiante na “clientela formada e fidelizada”. “Estou aqui há 38 anos e os clientes que vinham cá irão continuar a vir, porque já há uma relação de amizade”, assinala.

Segundo José Santos, os hipermercados “têm o seu próprio espaço, tal como o pequeno comércio tradicional tem o seu, ou seja, eles têm os trunfos deles, nós também temos os nossos trunfos, temos é que saber usá-los”, frisa.

O Continente está instalado onde antes se situava a antiga fábrica de serração Branquinho e Castro e que foi destruída durante os incêndios de outubro de 2017. A fábrica foi adquirida por cerca de 750 mil euros, em setembro passado, pelo Grupo Sonae MC que investiu cerca de quatro milhões de euros na construção desta nova grande superfície comercial.

No dia de abertura passaram pelo Continente cerca de três mil pessoas, o que correspondeu, em termos comerciais, a 2.100 transações/vendas, que se traduziu numa faturação de quase 80 mil euros.





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