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Broa é rainha de festival em Santa Cruz da Trapa

Edição de 31 de maio de 2019
31-05-2019
 

A vila de Santa Cruz da Trapa, no concelho de S. Pedro do Sul, acolhe nos próximos três dias a 16ª edição do Festival da Broa. Organizado pela Junta de Freguesia local, a iniciativa arranca esta sexta-feira (31 de maio) pelas 20h00, na presença do secretário de Estado da Valorização do Interior, terminando no domingo, já depois da meia-noite.

O evento é organizado para manter vivas as tradições da terra. Ainda que Santa Cruz da Trapa só tenha dois padeiros a confecionar broa, a autarquia não quer deixar de promover este produto típico apreciado por muitos. “A broa de Santa Cruz da Trapa é conhecida em todo o lado como uma broa de excelência, tem muita qualidade e daí darmos continuidade a esta festa”, vinca o presidente da Junta, Celso Almeida.

O autarca recusa revelar qual o “segredo” deste pão típico da localidade. Diz que são os padeiros que têm que desvendar os ingredientes e a forma de fabrico. Acrescenta apenas este é um produto de “excelência”, “muito saboroso”, e que durante a festa não vai faltar em quantidade e em qualidade.

Festa com várias atrações

Pelo segundo ano consecutivo, o festival volta a acontecer em junho. Até 2018, acontecia em agosto, mas a Junta de Freguesia decidiu antecipar a iniciativa para não coincidir com outras atividades que decorriam no concelho e na região.

“No ano passado tivemos a ideia de a mudar para junho, foi sem dúvida alguma uma boa festa, teve muito sucesso e este ano vamos manter e esperamos que seja na mesma [um sucesso]”, afirma Celso Almeida.

Para além da broa, o festival irá contar com expositores de outros produtos locais, onde não faltará o artesanato. O programa festivo inclui ainda vários momentos de animação, com bandas e ranchos folclóricos. Um dos pontos altos acontecerá no domingo à tarde, com o jogo da vaca, uma tradição de Santa Cruz da Trapa e que “as pessoas gostam”. “Vem muita gente para ver e vamos continuar porque é uma tradição que atrai muita gente”, refere Celso Almeida.

Para quem não conhece este jogo, o autarca explica que a organização desenha no chão vários quadrados, como se fosse um xadrez. Em cada quadrado é desenhado um número e depois são vendidas senhas com esses mesmos números. Em jogo está um prémio monetário de 200 euros, que irá ser atribuído à pessoa que tiver a rifa com o número onde a vaca fizer “as suas necessidades”. “Que eu tenha conhecimento não há mais nenhum jogo como este em nenhum lado. É uma tradição daqui e um jogo muito concorrido”, conclui.





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