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Hotéis das Termas de S. Pedro do Sul "abastecidos" com energia geotérmica

Edição de 5 de julho de 2019
07-07-2019
 

As unidades hoteleiras instaladas nas Termas de S. Pedro do Sul deverão começar a ser abastecidas por energia geotérmica até ao final do ano. O projeto resulta de uma candidatura apresentada pela Termalistur, empresa municipal que gere o complexo termal sampedrense, ao Fundo de Apoio à Inovação da Direção Geral e Energia e Geologia.

Com um orçamento de 1,5 milhões de euros, a candidatura de S. Pedro do Sul não só foi das poucas beneficiadas, como recebeu o maior financiamento: 1,1 milhões de euros, sendo que a linha de apoio tinha apenas disponíveis 1,7 milhões de euros.

O projeto que deverá ser colocado em marcha ainda este ano prevê “o reaproveitamento e reformulação de todo o sistema de aproveitamento geotérmico” das termas. “Vai ser reconstruída uma central geotérmica nova, com mais capacidade e que irá permitir fornecer geocalor não só aos balneários termais, como a cerca de 14 unidades hoteleiras das termas”, explica Vítor Leal, presidente do Conselho de Administração da Termalistur.

A energia que vai ser disponibilizada pelas termas, através de uma rede de distribuição de energia geotérmica já existente, poderá ser aproveitada no aquecimento das águas para banhos, mas também das piscinas e até para o aquecimento dos hotéis.

Para aproveitarem o geocalor, as unidades hoteleiras terão que pagar à Termalistur. Vítor Leal promete “faturar um preço muito baixo” às empresas. “Isto vai permitir às unidades hoteleiras uma redução nos custos energéticos e permite-lhes aumentar a sua competitividade económica. Por outro lado, a Termalistur passa a ter uma receita acrescida porque aproveitando a geotermia vai passar a vender essa energia a unidades privadas”, sustenta.

O responsável acredita que este verão poderão ser lançadas todas as obras necessárias para que o “calor da terra” chegue até ao final do ano já a algumas unidades hoteleiras.

Eco-resort termal das termas

O ainda projeto-piloto só está direcionado, nesta fase, aos hotéis porque necessita de “cálculos muito complexos” e está dependente do “caudal da água termal”. No futuro, este tipo de energia poderá ser alargado ao resto do perímetro das Termas, abrangendo os munícipes, mas para tal será necessário construir novas captações.

Este é um dos vários projetos que a Termalistur e a Câmara Municipal de S. Pedro do Sul têm em curso com vista a criar o chamado “eco-resort termal das termas onde a ecologia e ambiente andam de mãos dadas”, de forma “a criar um destino mais sustentável”.





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