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Prolongamento de horário origina discussão

São Pedro do Sul, discussão, oposição, família
07-10-2018
 

Oposição critica maioria por ter acabado com a componente à família. Executivo nega e garante que o concelho só passará a ter o serviço no segundo período escolar

Os vereadores do PSD na Câmara de S. Pedro do Sul acusam a maioria PS de ter acabado este ano com o prolongamento do horário escolar no Centro Educativo da cidade, uma crítica refutada pelo executivo que garante que essa componente de apoio à família nunca sequer existiu. Segundo os sociais-democratas, a maioria socialista “comunicou aos pais dos alunos do Centro Escolar que o encerramento deste [estabelecimento] passava a ocorrer às 17h30, informando deste modo que o prolongamento escolar que tinha sido prestado nos anos anteriores não seria mais [facultado]”. Os vereadores da oposição dizem que questionaram o executivo sobre “os motivos de tal decisão, que prejudica naturalmente os afazeres profissionais dos pais dos alunos e, principalmente, o bem-estar dos alunos”. Como resposta, referem, “o executivo informou que não existiam recursos financeiros para continuar com o prolongamento nem em S. Pedro do Sul, nem noutra escola qualquer do concelho. Mais informou que os pais poderiam procurar opções junto de outras instituições, que teriam uma oportunidade de oferecer prolongamentos aos seus filhos, pagando por este serviço”.
Uma posição condenada pelos vereadores eleitos pelo PSD que depois de terem chamado a atenção para o problema vêm agora congratular-se por “o execu- tivo socialista já vir dizer que está a ser estudada a possibilidade de abrir esta oferta para os alunos do 1º ciclo que precisem, devido ao horário laboral dos encarregados de educação”.

“Nunca houve Componente de Apoio à Família"

Contactada pelo Jornal do Centro, a vereadora com o pelouro da Educação disse que o prolongamento de horário não foi cancelado porque nunca existiu. “Nunca houve Componente de Apoio à Família (CAF) para os alunos do primeiro ciclo, o que acontecia era que alguns pais deixavam os filhos nas escolas e nós nunca dissemos que não podiam, ou melhor, íamos dizendo que não era boa ideia porque os meninos ficavam lá muitas vezes sentados no hall, as funcionárias tinham que fazer o serviço de limpeza e iam deitando um olho, mas isso não era solução”, justificou Teresa Sobrinho.
A responsável pela pasta educativa no município acrescentou que se comprometeu a que o CAF estivesse disponível em todas as escolas do concelho, por ser uma necessidade dos pais, pelo que o serviço só deverá arrancar no início do segundo período escolar, em janeiro, estando dependente da aprovação de um regulamento.
“Há muitas variáveis aqui. Temos que ter atividades com as crianças, outros espaços diferentes daqueles onde elas tiveram aulas, etc. Isto não é assim tão simples como querem fazer parecer e nós queremos ter um serviço de qualidade e não um qualquer”, disse, salientando que este prolongamento é “só [destinado] aos pais que precisam”. Para puderem ter acesso a este complemento, os encarregados de educação terão que comprovar que saem tarde do trabalho (entre as 18h00 e as 19h00). Este serviço vai ser pago, à semelhança do que já acontece nos jardins de infância do município, até porque, no entender de Teresa Sobrinho, “não seria justo” entrar em “concorrência” com o setor privado. “Nós nem queríamos entrar [nesta área], mas não havendo vagas suficientes para as necessidades nós enquanto resposta social e de acordo com as necessidades das famílias vamos abrir apenas para os pais que comprovadamente nos mostrem que precisam”, finalizou.





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