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S. Pedro do Sul: Não há dinheiro para o quartel dos Bombeiros

Edição de 1 de março de 2019
02-03-2019
 

Pode ter caído por terra, pelo menos por agora, a ideia de construir um quartel para as duas corporações de bombeiros da cidade de S. Pedro do Sul, que decidiram fundir-se numa única instituição no verão do ano passado.

As associações humanitárias “consumaram o casamento” depois de o secretário de Estado da Proteção Civil, numa visita ao concelho, ter dito que só apoiaria a construção de uma nova casa para os bombeiros se estes se fundissem. A fusão lá avançou, mas nunca foi efetivada porque nunca chegou a ser feita a escritura pública. Como a unificação foi feita a tempo e horas não há dinheiro para um edifício conjunto. A revelação foi feita na última Assembleia Municipal (22 de fevereiro) pelo presidente da Câmara, Vítor Figueiredo.

“Recentemente, juntamente com as direções das duas corporações e com os respetivos comandantes, tivemos uma reunião com o secretário de Estado, que disse que teria toda a amabilidade para nos poder ajudar, mas a verdade é que deixamos acabar os prazos todos, ou seja, já não havia dinheiro [para construir o quartel]”, explicou, lamentando que os bombeiros da cidade não se tenham entendido mais cedo sobre este dossier.

Segundo o autarca, a ideia da Câmara e das associações humanitárias era aproveitar a reprogramação do atual quadro comunitário para fazer a obra, mas sem financiamento isso será impossível. A solução pode passar agora pela criação de um Centro Municipal de Proteção Civil, numa obra que já poderá receber financiamento estatal. “[O secretário de Estado] disse-me que há possibilidade de a curto prazo o município se candidatar à construção de um Centro Municipal de Proteção Civil, ou seja, seria um quartel de bombeiros, mas propriedade da Câmara Municipal. Para isso eles vão criar a possibilidade de havendo fusão esses projetos serem aprovados de forma mais célere”, explicou.

Vítor Figueiredo desafia agora os dirigentes das duas associações humanitárias a “entenderem-se” de uma vez por todas para fazer sair do papel o quartel, agora Centro Municipal de Proteção Civil, que será edificado junto ao estádio da Pedreira. A obra está orçada em 1,3 milhões de euros.

“Enquanto não houver quartel, não há fusão”

O novo presidente dos bombeiros voluntários, João Cunha, é que não está para aí virado. Garantiu que “enquanto não houver quartel, não há fusão”. O dirigente salientou que não é contra a unificação das corporações, agora tanto o Governo, como a Câmara Municipal “têm que se comprometer com a construção do quartel”. “Vamos supor que temos essa garantia e que daqui a cinco anos temos o quartel, então os dois corpos de bombeiros passam a fazer instruções conjuntas, formações conjuntas e saídas para fogos conjuntas. Se durante três, quatro ou cinco anos isto for feito, quando o quartel estiver pronto, está a fusão feita praticamente e sem perda de operacionalidade, pelo contrário. Sem um espaço físico capaz, não há fusão”, defendeu.

“O Centro Municipal de Proteção Civil pode ser agora uma solução”

Já o presidente do Corpo Voluntário de Salvação Pública realçou que a instituição nestes últimos nove anos “esteve sempre empenhada em soluções de união e não de divisão”. António Casais encara com bons olhos a criação de um edifício que albergue os dois corpos de bombeiros da cidade de S. Pedro do Sul, temendo, todavia, que esta seja mais uma promessa do governo que depois não seja concretizada.

“O Centro Municipal de Proteção Civil pode ser agora uma solução, mas queremos que seja real, que seja lançado um aviso de candidatura aos fundos comunitários para a sua execução. Salvação Pública está neste processo disponível para ajudar a melhorar a operacionalidades dos bombeiros dando-lhe as condições ideais para desenvolver a sua atividade”, rematou.





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