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S. Pedro do Sul: Praga ameaça laranja de Valadares

Edição de 28 de dezembro de 2018
29-12-2018
 

Está em risco a produção de laranja em Valadares, a freguesia do concelho de S. Pedro do Sul, onde existem mais laranjeiras e onde este fruto representa uma fileira importante da economia local. Os citrinos foram afetados por uma praga oriunda de África.

Segundo informações da direção Geral de Alimentação e Veterinária, o inseto que foi detetado já em Valadares provoca a deformação das folhas novas, que ficam enroladas acentuadamente para o interior, atrofiadas e amareladas. A doença conduz “à perda de produção, ao enfraquecimento progressivo e à morte da árvore”.

O organismo público sublinha ainda que a praga - psila africana -, “além de provocar estragos diretos, pode veicular uma doença muito grave dos citrinos denominada ‘Citrius greening’ causada por uma bactéria muito destrutiva” e que faz com que o fruto cresça pouco e se apresente deformado e descolorido.

Como medida de combate, a direção Geral de Alimentação e Veterinária salienta o corte e queima de imediato dos ramos com sintomas e a realização de tratamentos fitossanitários nas árvores infetadas com produtos fitofarmacêuticos autorizados.

“Esta praga é pior do que as outras”

A psila africana foi “observada pela primeira vez na Europa, em 1994, na ilha de Porto Santo (Madeira)”. Uma década mais tarde alastrou à Galiza, em Espanha. Um ano depois chegou à região do Porto, de onde alastrou para Aveiro e depois para o distrito de Viseu. Sabe-se que em Valadares já foi detetado o inseto, avançou na última Assembleia Municipal de S. Pedro do Sul, o presidente da Câmara, Vítor Figueiredo. “Esta praga é pior do que as outras porque traz com ela um vírus. Para já o vírus ainda não está em Portugal, mas o que nos dizem os técnicos é que ele vai chegar”, afirmou. Dada a importância da laranja para Valadares, o autarca sublinhou a necessidade de efetuar “uma ação muito rápida” de sensibilização junto dos habitantes da localidade. “Não podemos resolver definitivamente a situação, porque senão ela já tinha sido resolvida, mas temos que ver como é que se pode minimizar [os efeitos]”, defendeu o edil.

O presidente da Junta de Valadares confirmou a presença da doença na freguesia. Pedro Soares não escondeu que esta “é uma questão que preocupa bastante”. “A Junta está disponível para fazer um trabalho com os serviços do Ministério da Agricultura, com o apoio da Câmara [para enfrentar a doença] ”, declarou.

Vespa velutina a duplicar

Para além desta praga dos citrinos, S. Pedro do Sul debate-se ainda com outro problema: a vespa asiática. Em 2017, os serviços municipais destruíram 70 ninhos desta espécie invasora e este ano já exterminaram mais do dobro: 150. Números avançados pelo presidente da Câmara, Vítor Figueiredo, também em Assembleia Municipal, após ter sido questionado pela oposição PSD.

O autarca reconheceu que seria melhor destruir os ninhos durante a noite, mas explicou que dado o elevado número detetado e a dispersão do concelho essa é uma solução que agora não é possível. “Quando esse serviço era feito ao cair da noite [os trabalhadores da Câmara] conseguiam eliminar dois ou três. Quanto meses seriam precisar para eliminar tanto ninho?, questionou, não escondendo a preocupação com esta praga, que disse não vai ser possível controlar.





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