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Autarcas recusam pagar 15 por cento do investimento da requalificação na EN229

13-07-2019
 

Os autarcas de Viseu e Sátão não aceitam a proposta que a Infraestruturas de Portugal (IP) apresentou para a requalificação da Estrada Nacional (EN) 229 que liga os dois concelhos. Dizem que não estava acordado terem de financiar a obra em 15 por cento e que o valor das expropriações, que assumiram, não pode ser na totalidade.

As duas autarquias já têm a proposta final do projeto que está agora a ser discutido quanto a possíveis alterações, nomeadamente no perfil e traçado.

“Ainda vamos ter mais uma reunião com a IP para discutir o projeto em si e como vai ser financiado. Não podemos ir além do meio milhão de euros nas expropriações (o valor total está acima de um milhão) e se esta é uma obra do governo central que seja ele a fazê-la”, avisou Almeida Henriques.

Já o colega do Sátão disse que o município não tem situações de expropriações, mas não aceita pagar os 15 por cento de comparticipação. “O acordo que antes havia, ainda assinado no governo de Passos Coelho, não tinha nenhuma cláusula de que iríamos suportar este custo. Se o tivermos de fazer, o município do Sátão ficará numa situação financeira muito complicada”, sustentou. Para Paulo Santos, o caminho agora é renegociar com a IP, assinar um novo acordo e esperar que o governo “perceba a urgência desta intervenção”.

“A requalificação já deveria estar em obra e concluída se fosse honrado o compromisso”, frisou, por seu lado, Almeida Henriques.

Os autarcas deixaram ainda críticas ao projeto por não “não ter aquilo que foi prometido e acordado” como, por exemplo, uma via de lentos para o transporte pesado que faz a ligação entre as zonas industriais dos dois concelhos.





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