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Dúvidas sobre a nova empresa para gerir água

Edição de 2 de agosto de 2019
02-08-2019
 

A constituição de uma empresa plurimunicipal para captação e tratamento de água da rede pública que envolve cinco concelhos da região de Viseu está a deixar a oposição em Sátão com reservas. Na última reunião do executivo, os eleitos “Pela Nossa Terra” (PNT) abstiveram-se aquando da discussão por “terem muitas reservas quanto ao financiamento” e voltaram a manifestar-se contra a ideia de se ter abandonado o projeto de construção da “Barragem da Maeira, no Rio Vouga, “infraestrutura esta que viria a trazer grandes benefícios ao concelho de Sátão”.

A empresa em questão envolve os municípios de Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo, Sátão e Viseu e o protocolo para a sua constituição foi assinado a 19 de julho.

No Sátão, para o PNT, as reservas relacionam-se com o financiamento porque “não está assegurado, nomeadamente, quanto à construção de uma nova adutora, designada de “redundante”, com origem na região de Lamego”. O vereador Acácio Pinto acrescentou ainda que, da mesma forma, “não está claro, no protocolo, a participação e o benefício que esta infraestrutura poderá trazer para o concelho de Sátão, já que o mesmo não se pode dizer quanto aos restantes quatro concelhos, cuja situação se revela mais eficazmente salvaguardada”.

Sobre esta questão, o presidente da Câmara Municipal de Sátão, Paulo Santos, desvalorizou “as desconfianças e incertezas” de PNT, ao explicar que este protocolo assinado entre os cinco municípios que vão fazer parte da empresa plurimunicipal “Águas de Viseu” com o Ministério do Ambiente “serviu apenas para certificar e tornar oficial esta agregação.“É evidente que neste documento não podia estar ainda especificados o seu capital social, nem como é que vai ser abastecido o concelho de Sátão”, explicou o autarca.

Segundo Paulo Santos, as questões mais específicas que resultam das responsabilidades que vão fazer parte da contribuição de cada um dos municípios envolvidos neste projecto plurimunicipal vão surgir mais tarde, porque “a empresa a quem foi entregue precisamente esse trabalho é que depois irá abordar e definir o papel de cada um”.

“Só depois disso estar devidamente sustentado e definido é que o documento final e as respectivas responsabilidades que cabem a cada um dos municípios envolvidos nesta nova empresa é que será sujeito a votação e aprovação por parte de cada uma das câmaras e assembleias municipais”, esclareceu ainda o presidente da Câmara do Sátão. O autarca mostrou-se ainda surpreso com esta posição, uma vez que não viu da parte da oposição “qualquer movimento contra a constituição desta empresa”.

“O Município por si só não tem capacidade de resolver um problema tão premente, tão grave e a necessitar de uma solução tão urgente que não há autarquia nenhuma que possa sozinha dar resposta a este anseio da população, só agregando-se estes cinco concelhos é que vai ser possível resolver este problema da distribuição da água para consumo humano, no futuro”, defendeu Paulo Santos.





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