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Edição impressa: nova derrocada voltou a causar pânico em Sátão

Edição de 10 de janeiro de 2020
12-01-2020
 

Os proprietários e moradores de um prédio encostado ao cemitério de Sátão voltaram a apanhar um grande susto por causa de um deslizamento de terras, A derrocada tem estado a condicionar o acesso às garagens do prédio. Trata-se da segunda derrocada que acontece no talude envolvente ao muro que cerca o cemitério municipal de Sátão.

O primeiro deslizamento aconteceu na última semana do mês de maio de 2018; o segundo em dezembro de 2019 devido às chuvadas torrenciais provocadas pela passagem das tempestades nos últimos dias do ano. O deslizamento de terras acabou também por atingir, parcialmente, um posto de transformação de eletricidade, situado a escassos metros das garagens de um prédio com vários apartamentos.

A primeira reação de alguns dos moradores deste prédio, situado na rua Manuel de Oliveira, foi a de captar imagens do sucedido, onde se pode observar a derrocada de terra e ainda alguns pinheiros tombados sobre o posto de transformação da EDP e nos acessos às garagens que ficam nas traseiras. Imagens que decidiram enviar para a Câmara Municipal de Sátão.

Os vereadores dos Eleitos Pela Nossa Terra (PNT) reagiram a esta situação na última reunião da Câmara. Lembraram que já tinham chamado a atenção para o problema e pediram para que a autarquia “tome todas as diligências no sentido de uma rápida resolução do problema”.

O vereador Acácio Pinto lamentou a “grave situação” que pode “vir a causar problemas neste equipamento municipal (cemitério)”. “Certo é que a situação é considerada muito preocupante uma vez que este loteamento foi aprovado e licenciado pela Câmara de Sátão, tal como aconteceu com os referidos edifícios, onde habitam várias famílias, que deveriam merecer por parte da autarquia um tratamento mais cuidado, para que não feche os olhos e possa encontrar uma solução, o mais rápido possível, para um problema de elevado risco”, frisou o vereador.

O caso também chegou a ser discutido na última reunião do ano de 2019 da Assembleia Municipal com o deputado do PNT, Carlos Rodrigues, a alertar que “no caso de o proprietário do terreno não avance com as obras de estabilização das terras, o Município deve intervir, alocando posteriormente os custos dos trabalhos ao responsável dos terrenos”. “Trata-se mesmo de uma obra urgente de forma a evitar o desabamento do próprio cemitério”, sustentou.

“Um dia destes o cemitério vem abaixo e levamos com as ossadas dos cadáveres em cima de nós”, reclamam, por seu lado, os moradores da rua Manuel Oliveira, em Sátão.

O presidente da Câmara, Paulo Santos, reconheceu que “o problema existe” e confirmou que os serviços do Município “estão já a tomar em conjunto medidas”, que passam por chamar os vários proprietários destes terrenos, os donos do loteamento, bem como falar com os condomínios dos prédios, para que seja tomada uma decisão definitiva. “Tem de ser, porque se trata de um caso urgente”, reforçou.





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