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Sernancelhe: Orçamento de 10 milhões em linha com os anos anteriores

Edição de 7 de dezembro de 2018
08-12-2018
 

O orçamento da Câmara de Sernancelhe para 2019 ronda os 10 milhões de euros, um valor próximo dos anos anteriores, com o presidente da autarquia a dizer que “nos meios mais rurais” e pequenos não há condições de apresentar documentos com montantes de investimento elevados.

“Uma das coisas que a minha Câmara se tem orgulhado é de fazer só aquilo que podemos. Não somos nada ilusionistas ou eleitoralistas. Os nossos orçamentos são reais, concretos e muito objetivos. Às vezes até somos um pouco realistas demais, podíamos ir um pouco mais além, mas por uma questão de consolidação de contas, organização financeiras somos um pouco mais acanhados que devíamos ser. Colocamos no orçamento apenas aquilo que é necessário e exequível”, garante Carlos Santiago.

Economia, ação social e educação são “apostas” das contas para o próximo ano, havendo “um investimento muito forte” nestas três áreas que, o autarca social-democrata sublinha, “são importantes para Sernancelhe”.

No sector da economia, o destaque vai para a concretização da terceira fase do Parque Empresarial, “que tem tido muita procura”, numa obra orçada em 1,8 milhões de euros. Na ação social, Carlos Santiago realça o programa municipal que ajuda os idosos na compra dos medicamentos, numa medida que consume “um valor bastante significativo ao longo do ano” do orçamento. O edil garante que na educação o executivo está apostado em criar mais condições para os alunos, dando como exemplo a rede de transportes escolares e a alimentação gratuita no primeiro ciclo.

“Omeletes sem ovos”

Nas Grandes Opções do Plano, para além da terceira fase da Zona Industrial, o presidente da Câmara se Sernancelhe salienta a requalificação das redes de saneamento básico e de água que até já está em andamento, a criação de loteamentos com custos controlados para a fixação dos jovens.

“A reabilitação do antigo quartel dos bombeiros para sede da Junta de Freguesia, a criação de mais espaços habitacionais e lojas para estimular o comércio local e acompanhar a dinâmica dos empresários”, são outros dos projetos inscritos no plano de investimentos.

Carlos Santiago diz que na área das infraestruturas o município gostava de avançar com outras obras, como a regeneração urbana, mas não pode “fazer omeletes sem ovos”. “Temos as ideias e as oportunidades ainda vão surgir”, defende.

“Falta uma aposta no emprego”

O orçamento da Câmara Municipal foi aprovado por maioria, com a abstenção da única vereadora do PS no executivo. Leonor Nascimento entende que “as opções políticas que estão vertidas no documento não estão devidamente concretizadas e não implicam um investimento nas áreas sociais que são as áreas que o PS defende”.

Na opinião da socialista, e ao contrário do que diz a maioria PSD, nas contas para 2019 do município “falta uma aposta no emprego e um investimento que potencie o emprego”, fatores que são “a grande causa de desertificação do interior” do país. “Obras temos muitas feitas em mandatos anteriores e que hoje até estão votadas ao abandono porque faltam as pessoas”, sustenta.





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