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Hope: a esperança de ter uma nova casa...

Tarouca, adoção, canil, estrageiro
07-10-2018
 

Canil municipal promove adoção para o estrangeiro. Número de animais adotados por emigrantes tem aumentado. Só no último ano perto de 20 “patudos” saíram para outros países

‘Hope’, ou esperança em português, foi adotada há um ano por Neuza Calado, uma emigrante portuguesa a residir na Suíça. É alentejana mas foi no canil municipal de Tarouca que encontrou a sua princesa, como gosta de lhe chamar.
Há muito que a associação promove a adoção para fora de território nacional. Só no último ano, perto de 20 animais saíram de Tarouca para rumarem ao estrangeiro. Segundo Liliana Cardoso, uma das responsáveis pelo canil, o número de animais adotados por emigrantes tem vindo a aumentar de ano para ano.
Suíça, Reino Unido, Holanda, França ou Alemanha são alguns dos países para onde os “amigos de quatro patas” têm viajado.
A “Hope” é um dos muitos casos de animais adotados no canil de Tarouca e que rumaram para fora de Portugal. Atualmente vive na Suíça, para onde foi levada por Neuza Sousa.

“Adotei a minha princesa há um ano. Sou do Alentejo mas escolhi este canil por causa de uma amiga minha que já havia adotado lá há cinco anos”, conta, não esquecendo a forma “incrível” como o canil agilizou todo o processo.
“Foram incríveis. Fizeram tudo e mais alguma coisa para que ela tivesse um lar quentinho e cheio de amor. Fizeram bastantes perguntas antes de a entregarem”, lembrou.
A rede social Facebook tem sido uma grande ajuda na adoção para o estrangeiro, já que é lá que muitos animais são vistos e depois acabam a ser adotados. Também o “passa a palavra” tem ajudado ao aumento do número de casos, como contou Liliana Cardoso. “Quem adota depois conta a história ou as pessoas perguntam onde foi e acabam por contactar-nos”, frisou.
Os meses de maio e agosto, quando os emigrantes se deslocam até ao país natal, é o período em que se registam mais adoções. E há até quem adote mais do que uma vez.

Adoções responsáveis

Para Liliana Cardoso, a intenção dos emigrantes em adotar animais para levarem para os países que escolheram para trabalhar e viver, tem sido uma mais-valia, já que permite que “cada vez mais animais tenham uma casa e uma vida nova”.
Segundo a responsável, as adoções feitas por emigrantes acabam por dar alguma tranquilidade extra já que nos outros países “as leis são apertadas”. “Ficamos contentes com todas as adoções mas nestes casos ficamos ainda mais porque sabemos que nos outros países as leis são rígidas”, contou.

Neuza Sousa partilha a mesma opinião e lembra que em Portugal ainda não se tratam os animais como eles merecem. “Sou portuguesa e amo o meu país, mas não amo a forma como as pessoas olham para os patudos. Se todos fossem obrigados a registar os animais como aqui não havia nem um cão na rua, abandonado. Aqui, não se vêem animais sozinhos na rua, se há algum no canil é porque o dono morreu ou porque foi retirado à pessoa por algum motivo. E os canis têm muitas condições, mas os “meninos” têm boxes com aquecimento no inverno e ar condicionado no verão. Todos os canis têm parque fechado onde podem sair e brincar”, contou.

Para Neuza, Portugal tem ainda muito que aprender... “Aqui ninguém pode ter um cão sem ser registado e, quando o é, é obrigado a ir a uma escola, para terem um diploma para os donos entregarem ao estado, caso contrário pagam multa. Aqui os patudos podem entrar em restaurantes, centros comerciais e meios de transporte e por isso têm que se comportar devidamente. A escola serve para que eles possam ser livres e aceites. A escola serve para que eles possam ser livres e aceites”, disse.

Como adotar um animal para levar para o estrangeiro?

“O processo é exatamente igual, mas em vez de terem um boletim sanitário os animais têm que ter um passaporte onde inclua a vinheta do micro-chip eletrónico e a toma da vacina da raiva em animais com idade igual ou superior a três anos”, explica Liliana Cardoso quando questionada sobre os procedimentos de adoção para o estrangeiro.

Quanto à viagem até à nova casa, em muitos casos acontece com os donos e em outros “são encaminhados em transportadoras”.





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