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1,2 milhões de euros distribuídos por 129 associações de Tondela

Edição de 19 de julho de 2019
20-07-2019
 

O município de Tondela assinou protocolos com 129 coletividades do concelho, num montante global que ultrapassa os 1,2 milhões de euros. É um apoio financeiro que nas palavras do presidente da Câmara, José António Jesus, se traduz num “ato de reconhecimento público a todos aqueles que, muitas vezes, ao longo de anos, estão à frente” das coletividades.

“Muitas vezes ouvimos, se esta pessoa sair de lá, o que vai ser daquela instituição. Pois é hora de todos sentirmos que, se tal instituição é importante, temos a obrigação de a apoiar, de nos envolvermos, de estimularmos a sua atividade, porque isso é indiscutivelmente um bem comum para a nossa sociedade e para o enriquecimento do nosso concelho”, sublinhou o autarca na cerimónia de assinatura dos protocolos.

José António Jesus destacou o papel dos dirigentes associativos, que “nem sempre é valorizado como deveria ser”, recordando que estes homens e mulheres “dedicam-se às suas coletividades como se da sua própria família se tratasse” “em prol do bem comum” e da “integração social e socialização” de milhares de pessoas.

Depois da tragédia na Associação de Vila Nova da Rainha, onde 11 pessoas morreram num incêndio, o autarca realçou o trabalho feito para melhorar as condições de segurança dos edifícios das coletividades, com a instalação sistemas de segurança e proteção contra fogos. O investimento ronda meio milhão de euros. Segundo o presidente da Câmara de Tondela, dos 87 processos, 67 já têm trabalhos adjudicados e meia centena têm as plantas executadas.

Oposição contesta valor atribuído

Os vereadores do Partido Socialista na autarquia criticam a forma como os valores destes subsídios ao movimento associativo foram apresentados e fazem contas diferentes da maioria PSD. Garantem que os protocolos aprovados “não ultrapassam os 455 mil euros, porque nem todos os que foram metidos no saco de 1,2 milhões de euros se enquadram nesta figura”.

O vereador Joaquim Santos explicou que “o Movimento Associativo de âmbito Cultural e Recreativo recebeu pouco mais de 130 mil euros”. Já as associações desportivas e federadas vão “receber mais de 192 mil euros”, o que dá um total de 323 mil euros, incluindo os 20 mil euros atribuídos à Cooperativa Terras de Besteiros”, que no entender do socialista “não se enquadram no movimento associativo, ficando a sobrar apenas 303 mil euros”.

Segundo Joaquim Santos, “a somar a estes valores aprovados para 2019, surge ainda o protocolo com a ACERT, superior a 152 mil euros”, defendendo que “o somatório do apoio atribuído ao movimento associativo não ultrapassa os 455 mil euros, dos quais 100 mil são para a formação do C.D. Tondela”.

“Resta ainda clarificar que para os tais 1,2 milhões de euros, faltam 745 mil, cujos beneficiários não se enquadram no movimento associativo, como são os casos das Juntas de Freguesia, instituições de solidariedade social, associações de bombeiros, etc”, conclui o vereador da oposição acusando o executivo liderado por José António Jesus de estar a fazer “um número de propaganda” ao anunciar apoios superiores a um milhão de euros às associações.





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