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Bombeiros de Vale de Besteiros querem ponto avançado de emergência médica

Edição de 28 de dezembro de 2018
30-12-2018
 

A primeira Equipa de Intervenção Permanente (EIP) a ser criada na corporação dos Bombeiros Voluntários de Vale de Besteiros é constituída por cinco elementos. A constituição das EIP, tal como acontece noutros corpos de bombeiros do país, é formalizada através de protocolos entre a Autoridade Nacional de Proteção Civil, as associações humanitárias de bombeiros voluntários e as câmaras municipais, cabendo a estas últimas entidades o pagamento de metade dos salários das equipas.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Vale de Besteiros, Anacleto Martinho, sublinhou que a equipa vai “uma capacidade de resposta imediata a algumas situações bem complicadas com que a corporação se debate, numa área muito extensa de intervenção, com cerca de 30 quilómetros de raio de ação, com aldeias muito dispersas e vias rodoviárias que são tipicamente de montanha e, portanto, com alguma perigosidade associada”.

“O passado recente já nos mostrou que é possível dar respostas, mas isso, cada vez mais se torna numa missão quase impossível se não existirem bombeiros em permanência”, disse.

Para o comandante, a EIP vai, de certa forma, colmatar, “não totalmente, mas em parte durante o dia”, algumas falhas de operacionais nos quartéis. “É efetivamente uma mais-valia no socorro, incontornavelmente”, sustentou.

É preciso um posto médico avançado do INEM

O próximo passo a dar, para o comandante dos Bombeiros de Vale de Besteiros, “é a criação de um posto avançado de emergência Médica do INEM”.

Segundo Anacleto Martinho, trata-se de uma situação “urgente”, uma vez que Campo de Besteiros tem na sua área de ação o sétimo maior aglomerado populacional do distrito de Viseu, com 11 mil habitantes. “Temos também uma situação muito pouco comum em relação a outros corpos de bombeiros, que é a existência de oito lares de idosos, quatro dos quais situados na Serra do Caramulo, o que exige muito trabalho, já que se tratam, na sua maioria de pessoas com mobilidade reduzida e que muitas vezes é necessário transportar para o Hospital de Tondela”, frisou.





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