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Peça artística em barro preto conquista prémio em bienal internacional de arte

Edição de 17 de maio de 2019
19-05-2019
 

A reconhecida peça artística “Prós e os contras das Estrias”, tal como é definida pela criativa ceramista Xana Monteiro, “resulta de uma instalação muito feminina e sentida que visa chocar no bom sentido” ou impressionar quem a observa de forma atenta.

“É como se estivéssemos a assistir a um parto ao vivo, com a expulsão da placenta e a eliminação de restos de sangue, muco e tecidos provenientes do útero, juntamente com a nova prole” como sublinha a própria autora. A peça, feita em barro negro de Molelos, foi distinguida na 5.ª Bienal Internacional de Artes de Espinho.

Xana Monteiro, ceramista especializada e que, com o seu companheiro Paulo Lima, dirige a oficina “Barraca dos Oleiros”, admite que este tipo eventos, como é o caso da Bienal “contribui para dar grande visibilidade e destaque às obras artesanais que são moldadas à mão, utilizando métodos exclusivamente tradicionais e ancestrais”.

Artista e ceramista de Molelos, explica que “este reconhecimento público veio mais uma vez contribuir para dar notoriedade e visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos artesãos do barro preto de Molelos”, no concelho de Tondela.

Além disso, esta Bienal Internacional de Arte de Espinho tem a particularidade de envolver cerca de 300 artistas de vários países de todo o mundo, que tiveram como objetivo final criar vários conceitos estéticos e formas de expressão artística, onde a criatividade e a inovação estiveram sempre no centro das atenções por parte do público.

Com isto, Xana Monteiro mantém a sua linha de inovar e criar novas peças, sempre com o objetivo de projetar o país além fronteiras e, neste caso, em particular, o nome e a marca da cerâmica negra de Molelos.

Não foi por acaso que, ainda recentemente, venceu o ouro no considerado concurso de grande prestígio Ibérico, na cidade de Valladolid, em Espanha.

Apesar destes reconhecimentos internacionais, a ceramista de Molelos não para e já está a preparar a participação na 3ª Bienal de Gaia, no Porto, que vai decorrer até 20 de julho, numa mostra em que também foi selecionada, entre 222 artistas inscritos, com a sua peça de barro negro intitulada “Com Trastes”.





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