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Produção de cabrito do Caramulo com futuro

Edição de 14 de junho de 2019
15-06-2019
 

O pastor-mor da Confraria Gastronómica do Cabrito e da Serra do Caramulo mostra-se confiante na manutenção da produção de cabrito na região. António Dias diz que há “boas respostas no terreno” e que o levam a estar confiante quanto ao futuro. “Os nossos parceiros locais, que são os produtores, continuam com bons níveis de produção de animais nos seis concelhos (Mortágua, Vouzela, Oliveira de Frades, Tondela, Anadia e Águeda) que integram a área de Denominação de Origem do Cabrito da Serra do Caramulo, diz.

As tragédias dos incêndios que atingiram a região, em setembro de 2013 e outubro de 2017, tiveram impacto na região, mas a produção “está de novo em alta”. Há ainda outros indicadores positivos a realçar, como o aparecimento de jovens a apostar nesta atividade. “Temos um exemplo desses no concelho de Tondela. Uma jovem produtora, Madalena Fonseca, que possui uma produção de grandes dimensões e que já conta com um efetivo de 400 animais, numa quinta situada em Ferreirós do Dão e isso é muito bom”, afirma António Dias, defendendo que apesar deste exemplo positivo, é preciso continuar “a apostar em novas produções de caprinos e na atração de jovens com o objetivo de consolidar e se possível fazer crescer a produtividade numa região onde já existem cinco mil mães reprodutoras de cabritos”.

“Comecei por gosto”

As perspetivas futuras são animadoras e quem se dedica à criação de gado caprino não quer baixar os braços. É o caso de Madalena Fonseca, que há quatro anos se dedica à pecuária, com o apoio do marido. “Comecei por gosto, mas também devido a alguma influência dos pais que sempre foram agricultores e que sempre tiveram animais e rebanhos de pequena dimensão”, conta.

Quando iniciou atividade, Madalena Fonseca tinha poucos animais e rapidamente duplicou o efetivo. Com mais de quatro centenas de cabeças, esta agricultora vende os animais para matadouros da região e do país, com a finalidade de responder às exigências do mercado consumidor durante a Páscoa, no Verão e no Natal. Também está a vender leite para produzir queijo.

Para reaproveitar o leite de cabra que produz nas “Quintas de Tondela”, Madalena Fonseca está a construir ou melhor reconstruir uma queijaria. Já tinha erguido o edifício, mas as chamas há cerca de dois anos reduziram a cinzas o projeto empresarial que tinha. “Agora é tempo de arregaçar as mangas e começar tudo do zero para ter de volta a renovada e modernizada queijaria para brevemente colocar no mercado queijos de cabra que são exclusivamente produzidos por nós”, sublinha.

O cabrito tem um forte impacto económico na Serra do Caramulo

Ao Jornal do Centro o presidente da Câmara de Tondela realça a importância económica que o cabrito tem não só para o concelho, como para toda a região serrana onde o animal é criado. José António Jesus considera que este produto é uma mais-valia até do ponto de vista turístico e destaca sobretudo a sua relevância na “fixação de pessoas”. “Sem atividade económica, sem a valorização destas iniciativas, naturalmente, que estaríamos a esvaziar os nossos territórios”, realça.





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