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Troço do IP3 já causou 40 mortos

Edição de 30 de novembro de 2018
30-11-2018
 

O troço do IP3 que atravessa o concelho de Tondela, numa extensão de 20 quilómetros, entre Viseu e Santa Comba Dão, é um dos traçados com mais acidentes e mais vítimas mortais, em toda a sua extensão entre Viseu e Coimbra.

O Comando Distrital de Viseu da GNR indica o troço, entre os nós de São Miguel de Outeiro e Valverde, como um dos mais fatídicos do concelho de Tondela, onde já se registaram 26 acidentes de viação.

O atual comandante dos Bombeiros Voluntários de Tondela, Nuno Pinho, refere que no traçado do IP3, que atravessa o concelho morreram 40 pessoas desde 1990. Nuno Pinho identifica vários pontos negros no IP3: nó de Valverde, nó de Tondela Norte e o nó de Tondela Sul.

Também o antigo comandante dos Bombeiros de Tondela, Jorge Rolo, que esteve no ativo durante 13 anos - entre fevereiro de 1993 e outubro de 2006 – reconhece a evidente perigosidade do IP3, identificando como locais de elevado risco, o nó de Valverde, assim como as longas retas entre este local e o Nó de São Miguel de Outeiro.

Experiência traumatizante do antigo comandante

Jorge Rolo lembra o acidente que considera ser “o mais traumatizante” da sua vida de bombeiro. Aconteceu no Nó de Valverde, a 4 de janeiro de 1995, “com três mortos, devido a um choque frontal seguido de incêndio, entre uma carrinha frigorífica e um BMW, onde duas das vítimas da viatura de mercadorias morreram carbonizadas”. “Um deles, o ajudante, ainda foi retirado com vida com metade do corpo queimado, tendo sido transportado para a Unidade de Queimados dos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde acabou por falecer quatro dias depois”, conta.





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