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Minas da Queiriga encerradas a turistas

Edição de 4 de outubro de 2019
04-10-2019
 

As Minas da Queiriga, no concelho de Vila Nova de Paiva, já estavam desativadas, mas foram agora encerradas a visitantes. Concessionadas à empresa Felmica -Minerais Industriais SA, a dona do espaço justifica o encerramento “por questões de segurança”.

As minas, que atraem centenas de turistas ao local, já tiveram no horizonte outra missão depois da extração de volfrâmio e estanho, que passava pelo desenvolvimento turístico. O projeto, que acabou sem efeito até aos dias de hoje, ficou-se apenas pela instalação de algumas infraestruturas com recurso a fundos comunitários de cerca de 200 mil euros.

A ideia de aproveitamento turístico nasceu no mandato do antigo presidente da Câmara, Manuel Custódio, entre 2005 e 2009. O objetivo era recuperar o espaço exterior e manter o acesso as galerias em segurança. Posteriormente, apesar do investimento inicial do Estado através da Empresa de Desenvolvimento Mineiro, o local foi deixado ao abandono e por diversas vezes vandalizado. Foram construídas vedações, delimitados acessos, colocadas redes protetoras e construídas casas de banho de apoio. Tudo em nome do potencial turístico das minas.

Paulo Moutela, da empresa Felmica, diz que o espaço foi fechado por ter aumentado significativamente o número de visitantes às minas, o que levou a que fosse necessário tomar medidas de segurança. “É o motivo pelo qual se vão encerrar os acessos às galerias e sinalizar o local em conformidade com os procedimentos de segurança”, esclareceu.

Para o autarca de Vila Nova de Paiva, o encerramento a visitantes nas minas da Queiriga nada tem a ver com o município, uma vez que “a Câmara Municipal não é dona, nem concessionaria” do local. José Morgado retrata o protocolo com a empresa Felmica assinado em 2009 pelo seu antecessor, como sendo “desfavorável para o município”. O documento, que visava outro destino para aquele espaço nas mãos da autarquia, “previa demasiados encargos para o município”, esclarece.

Para além disso, refere o presidente da Câmara de Vila Nova de Paiva, “ficar com as minas, previa a constituição de uma empresa municipal, que em 2011 era impossível constituir por ordem da troika em Portugal”. O autarca vai solicitar agora mais esclarecimentos à Direção Geral de Geologia, no intuito de perceber a tutela e concessão das minas para uma eventual negociação.





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