Foto Arquivo Jornal do Centro
A autarquia de Viseu anunciou que vai ter de recorrer a uma equipa de técnicos para resolver alguns dos “casos muito complexos” que estão no Departamento de Urbanismo. Na última reunião de câmara, vários munícipes pediram a palavra para lamentar os atrasos e a falta de resposta por parte deste serviço, alguns com processos com mais de três décadas.
Um deles foi Urbano Rebelo, um viseense que já tinha exposto o seu caso ao Jornal do Centro no verão passado, e que, até agora, ainda não foi resolvido, apesar “das constantes promessas”.
“Gostava que tomassem atitudes concretas”, desabafou, lembrando que a 20 de setembro de 2018 tinha sido feita “uma promessa” de que o seu caso ficaria resolvido. “Um ano depois voltaram a dizer a mesma coisa e agora estamos em fevereiro e ao fim de reuniões ainda não tenho uma resposta”, lamentou.
A vice-presidente, Conceição Azevedo, admitiu que este era um dos casos “mais complexos” que o Departamento tinha em mãos, enquanto que o presidente da Câmara, Almeida Henriques, lembrou que os problemas não foram criados pelo atual executivo.
“Há casos com dezenas de anos, com 40 anos até, e de pessoas que, infelizmente, já morreram, sem ver os seus problemas resolvidos. Esta mudança profunda que fizemos no Departamento desde um novo diretor, novos chefes de divisão, passando pela reestruturação interna e pelo trabalho que está a ser feito na cartografia digital e desmaterialização dos processos vai levar a respostas mais rápidas”, assegurou o autarca, que lamenta também que os processos ainda não estejam inventariados na sua totalidade.
“As ferramentas informáticas que vamos ter vão permitir que deixe de haver a opacidade que resulta do papel porque ao termos tudo registado numa base de dados acessível é o próprio munícipe que passa a ser o fiscal da Câmara”, disse, anunciando que até ao final do primeiro semestre deste ano vão ser dados “grandes passos” para “acabar com aquela fase que eu uma vez disse que o serviço era o patinho feio e que nos envergonhava”.
“Eu quero num curto prazo dizer que este é um serviço que nos orgulha”, concluiu Almeida Henriques.