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Comunistas rejeitam críticas de "militantes de redes sociais"

Edição de 26 de abril de 2019
26-04-2019
 

A Direção da Organização Regional de Viseu (DORV) do PCP diz que não existem dissidências dentro dos militantes do Partido. Admite que há divergência de opiniões, mas concordância de posições para a “ação”.

Nos últimos dias, várias notícias deram conta de que militantes de Viseu contestavam as posições da direção do Partido, liderado por Jerónimo de Sousa, descontentamento que terá sido enviado por carta ao Comité Central e subscrita por mais de 40 militantes. Contestam o acordo que o PCP tem com o Governo e que permite a existência da “geringonça”. Dizem ainda que não foram ouvidos e colocam também em causa as orientações da própria organização regional, lamentando que as posições do Partido passem “por cima dos estatutos e dos militantes”.

“Que eu saiba, na DORV não está a acontecer nada. Fazemos reuniões regulares e ainda no último sábado tivemos um plenário onde participaram mais de 40 militantes. As pessoas estão presentes, discutem e ajudam nas batalhas em que estamos empenhados, nomeadamente nas eleições europeias ou nos assuntos que dizem respeito à região”, sustenta João Abreu, funcionário e porta-voz da DORV.

Para o comunista, a “divergência de opiniões” é normal e “ainda bem que assim o é”. “Óbvio que cada um tem as suas ideias que são discutidas, mas existe, no final, uma concordância de posições para a ação que é isto que nos caracteriza”, assinala.

João Abreu desvaloriza as críticas que foram feitas, sublinhando que se tratam de pessoas que fazem comentários nas redes sociais. Ideia defendida também por mais comunistas que integram as estruturas do Partido. “As diferenças são tratadas nas reuniões. No PCP não é obrigatório funcionar num regime de unanimidade e é nas reuniões que depois se tiram as conclusões”, esclarece um dos militantes contactados pelo Jornal do Centro.

“No PCP há um nível de discussão, de abertura, ao contrário do que se diz. Discutimos para agir, concretizamos na ação”, conclui João Abreu.





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