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Edição impressa: USF Grão Vasco precisa de obras

Edição de 8 de novembro de 2019
08-11-2019
 

Há 13 anos estava a ser inaugurado a primeira Unidade de Saúde Familiar (USF) em Viseu, no Centro de Saúde III, e uma das três primeiras (a nível nacional) a ser classificada como USF modelo B – mais exigência, maior autonomia e mais incentivos financeiros.

Até 2017, a USF era constituída por oito equipas de saúde familiar. Nesse ano agregaram a extensão de saúde de Silgueiros (três mil utentes) e, por esse motivo, houve necessidade de aumentar o número para dez equipas. “Tivemos que acolher a extensão de saúde na nossa unidade para as pessoas dos meios mais rurais terem acesso aos mesmos cuidados de saúde das pessoas da cidade”, explica Liane Carreira, coordenadora do Centro de Saúde III.

A unidade presta cuidado a cerca de 18 mil utentes, “o que não é fácil”, segundo a médica responsável. “Garantimos cuidados desde o recém nascido até aos mais idosos, incluindo visitas domiciliárias no final de vida quando os doentes estão dependentes. Prestamos, assim, cuidados a toda a população. Garantimos as situações agudas e é esse o nosso trabalho assistencial de dia a dia”, justifica.

Para Liane Carreira, há várias vantagens que advêm com a Unidade de Saúde Familiar: toda a gente tem médico de família; ter cuidados de saúde todos os dias úteis das 8h00 às 20h00; e um regime de intersubstituição – quando o médico de família está ausente, as pessoas podem vir à unidade e são vistas por outros colegas.

À frente da unidade desde março deste ano (2019), a coordenadora diz ser uma tarefa “complicada”. “Além de serem muitos utentes, ainda temos de gerir os colegas que somos 10 equipas de saúde familiar. A nossa unidade é constituída por 10 médicos, nove enfermeiros, sete secretários clínicos”, sustenta. Ainda assim, o objetivo principal é sempre “garantir a acessibilidade aos utentes e prestar os melhores cuidados de saúde”.

O que está em falta

Depois de pouco mais de uma década, humidade nas paredes e problemas de saneamento são as deficiências apontadas na estrutura do edifício.

Liane Carreira afirma que “em termos de instalações, precisávamos de algumas obras que são da responsabilidade do ACES [Dão Lafões] e já estão reportadas”, finca. “Há questões de manutenção habituais, como nos outros centros de saúde. A questão mais importante e preocupante é a do saneamento que recorrentemente me cria algumas dificuldades a gerir, mas que temos vindo a regular e têm sido resolvidas”, esclarece, por seu lado, António Cabrita Grade, diretor do ACES Dão Lafões.

“No que toca a meios materiais, temos vindo a reparar que não recebemos tudo o que gostaríamos porque trabalhamos com incentivos institucionais – temos uma contratualização interna, se cumprirmos esses objetivos somos remunerados por isso e temos direito a um conjunto de materiais e vemos que esses materiais não nos têm chegado como antes”, aponta a coordenadora da USF.

Quando questionada acerca das Unidades de Saúde Familiar existentes na região de Viseu, a médica afirma que “para já são suficientes”. “Temos alguns utentes sem médico de família, mas que vamos conseguindo gerir entre todos. Estamos a aguardar mais um médico numa das USF’s lá em baixo (Alves Martins), mas que vai ficar com os utentes sem médico de família para dar cobertura a toda a população. O máximo que uma USF pode ter é 18 mil utentes e estamos mesmo no limite, mas há USF’s lá em baixo [edifício Segurança Social] que não têm tantos utentes e que poderão, como será o caso, receber. A população de Viseu está a crescer e é normal que venham a ser criadas mais USF’s”, explica.





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