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Formação partilhada entre corporações de Viseu e Mangualde

Edição de 5 de abril de 2019
06-04-2019
 

A intenção de criar sinergias entre as associações humanitárias de Mangualde e Viseu tem vindo a ser estudada com o objetivo de melhorar a capacidade de resposta formativa a quem pretende seguir uma carreira de bombeiro.

Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Mangualde, Carlos Carvalho, a ideia é a curto prazo “começarmos a fazer a formação de ingresso [formação de estagiários] em conjunto por uma questão de rentabilização de recursos quer materiais e humanos”.

Na base do projeto está o facto de nem sempre as corporações terem recursos suficientes para iniciarem formações credenciadas para que os estagiários possam ingressar na categoria de bombeiro. Por exemplo, na formação sobre Técnicas de Ambulâncias de Transporte e na formação de Técnicas de desencarceramento, cada formador só pode, no máximo, ter seis estagiários a seu cargo para que a formação possa ser certificada pela Escola Nacional de Bombeiros. Logo, se houver uma conciliação dos formadores de Viseu com Mangualde muitos mais estagiários podem usufruir da formação, sem haver a necessidade de recorrer a formadores externos.

Por outro lado, em Mangualde está sediada a Unidade Local de Formação “em que disponibilizamos uma pista de treino de desencarceramento e contentores de formação em incêndios urbanos e industriais” o que permite também formação conjunta com os Bombeiros Voluntários de Viseu.

A criação de sinergias está a ser pensada entre os voluntários de Mangualde e Viseu, no entanto, Carlos Carvalho não descarta a possibilidade, de no futuro, ser feito algo do género com outras associações humanitárias.

Também o comandante dos Bombeiros Voluntários de Viseu, José Luís Teixeira, vê com bons olhos a iniciativa. “Há um cruzar de esforços”, conta acrescentando que os bombeiros de Mangualde “têm formadores em várias vertentes e nós também temos formadores em várias vertentes e assim tentamos conciliar as ações”. O comandate dos voluntários de Viseu refere ainda que é importante “juntar sinergias para ver se não há a necessidade de termos formadores mais externos do que estas duas corporações”.

Mais homens ou mulheres?

Num mundo ainda dominado pelo sexo masculino, na área de formação de bombeiros, o comandante de Mangualde realça que “nos dias de hoje a situação é muito equilibrada”. Carlos Carvalho acrescenta ainda que, atualmente o ato de ingressar nos bombeiros “já é visto como uma ideia de escola e de integração para a cidadania, onde podem complementar a sua formação académica. Nos bombeiros abordamos diversas áreas de conhecimento”. Ainda assim, o responsável admite que “é difícil tirar os jovens do conforto para se dedicarem aos bombeiros”.





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